Justiça francesa rejeita apelação da Ferrari
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quarta-feira, 20 de maio de 2009
Folhapress 
São Paulo - A Justiça da França rejeitou ontem a apelação da Ferrari e assegurou a validade do regulamento do Mundial-2010 da F-1, idealizado pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA) e que conta com o polêmico teto orçamentário de 40 milhões de libras (cerca de R$ 129 milhões).
A equipe italiana apresentou seus argumentos contra o regulamento e, na denúncia feita à Justiça da França - onde fica a sede da FIA - acusou a entidade de romper o Pacto de Concórdia, acordo entre as escuderias e a organização da categoria, por modificar o regulamento sem consenso.
O juiz Jacques Gondrand de Robert, no entanto, rejeitou a apelação e aceitou a posição da FIA. Não há risco ou dano iminente (no regulamento) que deva ser prevenido, e nem ação ilegal que necessite ser barrada, escreveu o juiz em sua decisão.
Novas escuderias
Derrotada na decisão judicial, a Ferrari atacou as novas escuderias que pretendem ingressar na categoria devido ao teto orçamentário e disse que o campeonato poderia se tornar uma F-GP3.
Segundo o site da revista inglesa Autosport, Wirth Research (de Nick Wirth, ex-chefe da extinta equipe Simtek), Epsilon Euskadi (escuderia espanhola que corre na Le Mans Series e World Series da Renault), RML (inglesa, da Le Mans Series e também parceira da Chevrolet no WTCC - Mundial de Turismo da FIA), a Campos (da GP2) e a Formtech pretendem ingressar na F-1 em 2010.
Além destas cinco equipes, a construtora Lola, a equipe iSport (também da GP2), a Litespeed (F-3 inglesa), a Prodrive (de David Richards, ex-dirigente de Benetton e BAR) e a norte-americana USGPE também já manifestaram interesse em entrar na categoria por conta do limite orçamentário.
A Ferrari, no entanto, desprezou o interesse dessas escuderias. As pessoas que trabalham na Ferrari quase não acreditaram no que viram quando leram os jornais desta manhã e descobriram os nomes das equipes que declararam interesse em correr na F-1 no próximo ano, informa um comunicado oficial da escuderia.
Olhando para a lista, que vazou ontem em Paris, você não consegue achar um nome famoso, que gaste 400 euros por pessoa por um lugar nas arquibancadas de um GP - mais as despesas da viagem e estadia, continua a Ferrari.
Wirth Research, Lola, USF1 (que deve se chamar USGPE), Epsilon Euskadi, RML, Formtech, Campos, iSport: esses são os nomes das equipes que devem competir na F-1 de duas classes pretendida por Max Mosley (presidente da FIA).
Pode um Mundial com equipes como essas - com o devido respeito - ter o mesmo valor da F-1 de hoje, onde a Ferrari, grande construtora de carros que criou a história deste esporte, compete? Não seria mais apropriada chamá-la de F-GP3?, finaliza o comunicado, em alusão a uma categoria que seria ainda inferior à GP2 - espécie de categoria de base da F-1.
Ontem, a escuderia italiana, que conta com os pilotos Felipe Massa e Kimi Raikkonen, também iniciou sua preparação em Mônaco para o GP do próximo domingo, sexta etapa do Mundial-2009.
FIA
Mosley, por sua vez, festejou a decisão da Justiça e fez críticas à Ferrari. Nenhum competidor deve colocar seus interesses acima dos interesses do esporte em que competem, disse o dirigente. A FIA, as equipes e nossos parceiros comerciais agora continuarão trabalhando para garantir o bem-estar da F-1, concluiu Mosley.


