Nova York - A procuradora-geral dos Estados Unidos, Loretta Lynch, afirmou que o próximo passo do processo que investiga a corrupção no futebol é o pedido de extradição dos sete dirigentes da Fifa que foram presos ontem na Suíça, entre eles o brasileiro José Maria Marin. "Eles terão um julgamento justo se trazidos a este país. Vamos enviar uma ordem para as autoridades suíças para que sejam transferidos para a nossa custódia".
A entrevista de Lynch reuniu boa parte das principais autoridades da Justiça norte-americana, com todos destacando que as investigações vão continuar e novas prisões podem ser feitas. "A nossa mensagem para a Fifa e todo o futebol é que nossa investigação vai continuar. Autoridades dos Estados Unidos e de outros países não vão tolerar essa conduta de corrupção daqui em diante", disse.
Segundo ela, a corrupção teve início há mais de 20 anos. "Começando em 1991, duas gerações de executivos da Fifa, da Concacaf e da Conmebol usaram seus cargos para solicitar propina a marqueteiros esportivos em troca de direitos comerciais sobre competições".
Na manhã de ontem, uma operação de busca foi feita no escritório da Concacaf em Miami, informou a procuradora. O fato de a entidade ter sede nos Estados Unidos é um dos motivos que levaram o país a investigar o futebol, afirmou o procurador-geral de Nova York, Kelly Currie. O outro é que parte importante dos pagamentos de propina e lavagem de dinheiro no esquema de corrupção e extorsão passaram por bancos norte-americanos e empresas de remessas de recursos com sede no país. (A.E.)

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