Curitiba - A juíza federal Silvia Brollo, da 1 Vara Federal e do Juizado Especial Federal Criminal de Ponta Grossa, decretou ontem a prisão preventiva de Airton José Dias Coradassi, Bento de Oliveira Bueno e Elilton Dias Coradassi. O trio, assim como o presidente da Federação Paranaense de Futebol (FPF), Onaireves Moura, e outras três pessoas são acusadas de crimes fiscais.
Airton e Elilton, assim como Bueno, agora ficam na mesma situação que Moura, detido já há 23 dias, também por força de uma prisão preventiva. O presidente da FPF aguarda até sexta-feira o resultado de um habeas corpus, protocolado junto ao Tribunal Regional Federal (TRF) da 4 Região.
O advogado Vinícius Gasparini, representante de Moura, protocolou um habeas corpus na última sexta-feira. O resultado da ação seria divulgado ontem pelo juiz Luiz Fernando Penteado, no entanto, o pedido de mais dados sobre o caso, feito pelo TRF, obriga a defesa a juntar a documentação necessária para explicar melhor os argumentos do dirigente, que pretende responder o processo em liberdade.
Enquanto isso, Moura segue preso no Centro de Observação Criminológica (COT), em Curitiba. Como não tem curso superior, o presidente da FPF está numa cela comum e sequer pôde acompanhar a primeira partida da final do Paranaense pelo rádio ou tevê. Ficou sabendo da vitória do Paraná Clube sobre a Adap através de outros detentos.
Moura, Airton e Eliton Coradassi, Bento de Oliveira Bueno, Marcos Antonio da Silva, Renato Assis Rolim de Moura e Jair Leite são acusados de falsidade ideológica, sonegação de tributos federais e formação de quadrilha. O grupo foi denunciado pelo Ministério Público Federal e teria obtido lucros ilegais com jogos de bingos em Ponta Grossa, no valor de cerca de R$ 3,2 milhões, entre os anos de 1999 e 2004.

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