Justiça decreta falência oficial da equipe Prost
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terça-feira, 29 de janeiro de 2002
Agência Folha 
Alain Prost deixa o Tribunal Comercial de Versallher, que decretou ontem a falência de sua equipe de F-1
São Paulo O Tribunal Comercial de Versalhes, na França, decretou ontem a falência oficial da equipe de Fórmula 1 Prost Grand Prix, que não poderá participar do Mundial-2002.
A escuderia do ex-campeão mundial Alain Prost havia sido colocada em um processo de restabelecimento financeiro judicial desde novembro passado.
Sem conseguir pagar dívidas de cerca de US$ 28 milhões, a equipe teve um interventor nomeado pela Justiça francesa para tentar sanear as contas.
Para participar do Mundial-2002, a Prost Grand Prix precisaria encontrar um patrocinador que pagasse suas dívidas e financiasse a temporada, empreitada na qual Alain Prost falhou.
A temporada da F-1 começa no próximo dia 3 de março, com o GP da Austrália, em Melbourne. Mesmo sem a Prost, o campeonato continua com 11 equipes, já que a Toyota fará sua estréia na categoria.
História A Prost Grand Prix foi fundada em 1997, quando Alain Prost comprou a Ligier. Desde então, teve retrospecto inverso ao de seu dono como piloto.
Enquanto o francês, tetracampeão mundial, colecionou 51 vitórias em 13 temporadas (199 GPs), sua equipe disputou 83 corridas e não venceu nenhuma.
Em 2000, a equipe francesa atingiu o fundo do poço. Não somou um único ponto, ficando em último lugar na classificação. Os patrocinadores se afastaram e a Peugeot, fornecedora de motores, acabou com a parceria.
Em 2001, o ex-piloto francês passou a maior parte do tempo perseguindo patrocinadores, sem sucesso. Afundada em dívidas, chegou a desistir de participar do GP do Japão, o último da temporada.
Fracasso O ex-campeão mundial de F-1 Alain Prost afirmou ontem que a falência de sua equipe, a Prost Grand Prix, representa um fracasso total para a França.
O piloto disse que esteve com esse assunto tanto na cabeça que a falência quase foi um alívio. O piloto considera que o fato representa um fracasso total para a França.
Alguns patrocinadores chegaram a se mostrar interessados, mas não apresentaram as garantias econômicas necessárias.
Prost disse ainda que a F-1 é uma coisa de anglo-saxões e que a imagem que se tem é de que é impossível para a França ganhar.
O piloto também criticou a postura dos empresários de seu país, que segundo ele não tiveram o menor contato com um patrocinador ou investidor francês, disse.


