O francês Alain Prost e o brasileiro Pedro Paulo Diniz não comandam mais a Prost Grand Prix, nona colocada no Mundial de Construtores de F-1 neste ano.
A Justiça francesa decidiu ontem nomear um interventor para tentar sanear a contabilidade da escuderia, que hoje acumula dívidas de cerca de US$ 30 milhões.
Durante os próximos seis meses, todas as contas do time terão que passar pelo juiz Franck Michel, escolhido para a função pelo Tribunal Comercial de Versalhes.
O processo, chamado na França de ''situação de restabelecimento financeiro'', é similar ao procedimento de concordata no Brasil. Em termos práticos, a Prost corre sério risco de não disputar o GP da Austrália, prova que abre a temporada 2002, em março.
A estimativa é que um time pequeno da F-1 gaste, por temporada, US$ 100 milhões. Um eventual comprador teria que desembolsar, ainda, cerca de US$ 160 milhões preço pago pela Ford para adquirir a Stewart em 1999.
Ontem, em Guyancourt, nos arredores de Paris, Prost tentou mostrar otimismo. ''Uma equipe como a nossa deve seguir em frente. Vamos batalhar para renascer'', afirmou o ex-piloto, tetracampeão mundial da F-1.
Pela primeira vez, foi revelada a divisão acionária da equipe, que conta com quatro sócios: Prost (51%), Diniz (40%), um consórcio liderado pela grife Louis Vuitton (5,8%) e a Yahoo! (2,9%).
O brasileiro, que se associou a Prost no ano passado, alegou que precisa analisar melhor a situação antes de se pronunciar. O filho de Abílio Diniz, presidente do Grupo Pão de Açúcar, investiu US$ 25 milhões na equipe e tinha interesse em se tornar majoritário, mas desistiu no mês passado, depois de se desentender com o francês.
Prost repete a trajetória de outros campeões que foram um fiasco fora das pistas, como Joihn Surtees, Grahan Hill e Émerson Fittipaldi.

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