São Paulo - O Juizado Especial Criminal (Jecrim) decidiu, em audiência realizada ontem, arquivar a queixa-crime do meio-campista Richarlyson, do São Paulo, contra o diretor administrativo do Palmeiras, José Cyrillo Jr., que insinuou que o atleta é homossexual. Segundo o advogado do jogador, Renato Salge, o juiz do caso entendeu que a declaração de Cyrillo aconteceu por ''ato falho'', ou seja, ele teria falado sobre a preferência sexual do jogador ''sem querer''.
Salge afirmou ainda que o juiz propôs um acordo, que não foi aceito por nenhuma das partes, e que Richarlyson irá recorrer da decisão, apesar de o caso ter como possível pena somente o pagamento de algumas cestas básicas. O jogador move duas ações contra o dirigente palmeirense. Na vara cível, a outra esfera acionada, o meia pede uma indenização de R$ 300 mil reais por danos morais.
A reportagem tentou localizar o dirigente palmeirense, mas este não atendeu às ligações. Cyrillo falou sobre a suposta homossexualidade de Richarlyson durante o programa ''Debate Bola'', da ''TV Record'', em junho.

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