Agência EstadoO lateral Serginho está com um ovo estourado na cabeça, sendo observado por Axel, que sorri

O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2ª Região sorteou ontem o juiz Argemiro Gomes para julgar o caso entre o São Paulo e o atacante Muller. O juiz recebeu a medida cautelar apresentada ontem pelo Departamento Jurídico do clube, que pede a anulação de uma liminar obtida pelo jogador, a fim de conseguir o atestado liberatório para se transferir para o Perugia, da Itália. Como se trata de um pedido de emergência, o juiz deverá se manifestar ainda nesta semana. A argumentação do São Paulo, porém, que coloca em dúvida a idoneidade do presidente do Sindicato dos Atletas Profissionais do Estado de São Paulo, Rinaldo Martorelli, não foi aceita - como Martorelli também é juiz classista da 22ª Junta de Conciliação e Julgamento da Capital, os advogados do clube não aceitam que o sindicato represente o jogador no pedido de liminar.
Para garantir a liminar, Muller nem esperou o final do período de recesso do TRT, ontem, e depositou na segunda-feira o valor de caução (R$ 1,271 milhão) em juízo. O advogado do jogador, Heraldo Panhoca, que trabalha para o sindicato, afirmou que a CBF foi notificada pelo juiz do TRT a fim de fornecer o atestado liberatório. ‘‘Isso porque a Federação Paulista de Futebol, que foi notificada antes, não recebeu os documentos do São Paulo, que seriam enviados à CBF para a liberação’’, disse Panhoca. Segundo o advogado, o clube sofre também, desde segunda-feira, uma multa diária de R$ 300 mil pelo não cumprimento de fornecer o documento, conforme determina a medida cautelar.
Alheio à briga judicial, o técnico Muricy Ramalho continuou ontem o trabalho de preparação da equipe, que treina em dois períodos no Centro de Concentração e Treinamento. A preparação é para o amistoso contra o Boca Juniors, dia 14, no Morumbi. O atacante Catê voltou do Chile e terá seu contrato renovado.

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