São Paulo - A 7ª Vara Federal de Santos enviou 13 ofícios para cartórios e repartições para congelar bens de Neymar no Brasil. Entre as propriedades bloqueadas estão imóveis, veículos, o jato executivo Phenon 100 e o iate Azimut Modelo 78. O jogador não pode vender esses bens, mas poderá continuar utilizando-os normalmente.
Foram enviados entre a última sexta-feira e esta segunda comunicados para os cartórios de Santos, Guarujá, São Vicente, Praia Grande, São Paulo e Itapema (SC), e também para a Capitania dos Portos de São Paulo e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) referentes ao iate e ao jatinho. A decisão é provisória e cabe recurso da defesa. Os advogados do jogador não foram encontrados para comentar a decisão.
A Justiça Federal informou, por meio de nota oficial, o bloqueio até o limite de R$ 192.782.293,84, mas confirmou que não foram bloqueados valores em dinheiro do jogador do Barcelona.
A indisponibilidade faz parte de uma decisão da semana passada em que a Justiça Federal manteve o bloqueio de R$ 188 milhões de bens de Neymar, de seus pais, Neymar da Silva e Nadine da Silva Santos, e das empresas Neymar Sport e Marketing, N&N Consultoria Esportiva e Empresarial e N&N Administração de Bens Participações e Investimentos.
A Procuradoria da Fazenda Nacional suspeita de sonegação de impostos de 2011 a 2013, período em que o jogador defendia o Santos. Neymar teria deixado de pagar R$ 63,6 milhões. O órgão avalia que os rendimentos eram de natureza salarial e deveriam ser tributados como sendo de pessoa física, o que gera uma taxação maior do que na condição de pessoas jurídicas - os rendimentos foram declarados como "direitos de imagem". O valor inicial foi reajustado por causa de uma multa de 150%. Isso ocorre quando há suspeita de dolo, fraude e simulação de operações para burlar o Fisco. Com os juros, a dívida subiu para R$ 192 milhões.
Na semana passada Gustavo Xisto, advogado do jogador, afirmou que esse entendimento da Receita Federal - tributar os rendimentos como sendo de pessoa física - gerou insatisfação do estafe de Neymar e motivou uma consulta sobre a mudança das empresas para a Espanha.

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