Justiça condena Luxa a pagar R$ 257 mil à União
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segunda-feira, 28 de agosto de 2000
Agência Estado Do Rio de Janeiro 
Wanderley Luxemburgo deverá, ainda esta semana, ser intimado pela Justiça Federal do Rio a pagar R$ 257 mil à União, referentes ao Imposto de Renda de 1994. A dívida com o fisco é resultado de duas autuações da Receita Federal já inscritas na dívida ativa. As duas autuações foram aceitas e despachadas, na última sexta-feira, pelos juízes Carlos Guilherme Francovich Lugones e Vigdor Teifel, das 2ª e 4ª Varas de Execução Fiscal da Justiça Federal do Rio.
No processo que corre na 2ª Vara, o técnico deve R$ 215 mil e no da 4ª Vara, mais R$ 42 mil. Uma vez citado, Luxemburgo deverá depositar o dinheiro ou apresentar garantias em juízo bens para penhora no valor da dívida. Só assim, ele poderá entrar com recursos, ainda na primeira instância, contra as duas sentenças.
A Justiça Federal do Rio desconhece outras dívidas do treinador em fase de execução. Ontem, o advogado Michel Assef, contratado pelo técnico, entrou na Justiça com uma ação de indenização por danos morais, no valor de R$ 300 mil, e uma queixa-crime por injúria, calúnia e difamação contra a empresária Renata Carla Moura Alves.
Segundo Assef, Renata, que diz ter sido secretária e amante de Luxemburgo, ainda não provou nenhuma de suas acusações contra o técnico. A empresária acusa seu suposto ex-chefe de ter intermediado a compra e venda de jogadores e de ter lucrado com leilões de bens imóveis e automóveis, dos quais Renata teria atuado como sua licitante judicial.
Ela também afirma ainda ter abortado um filho do técnico. Essa mulher expôs o técnico Wanderley Luxemburgo à execração pública sem provar qualquer acusação contra ele, disse Assef.
A participação do comandante da seleção em leilões públicos, por intermédio de Renata, foi revelada pela empresária à Polícia Federal Fazendária, em 1997, e resultou num processo por sonegação fiscal contra o técnico. O inquérito, que corre em segredo de Justiça, já foi enviado ao Ministério Público, que poderá denunciá-lo ou não.


