Rio de Janeiro - A Liga do Nordeste conseguiu ontem uma liminar que impede a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) de interferir, ameaçar e punir os clubes que participarem de seu torneio regional. Em seu despacho, a juíza da 1 Vara Cível do Fórum Regional da Barra da Tijuca, no Rio, Suimei Meira Cavalieri, destacou que a realização da competição está garantida.
''Defiro a medida cautelar para determinar que a suplicada (CBF) se abstenha de interferir na boa condução dos negócios da Liga dos Clubes de Futebol do Nordeste, garantindo a realização mansa e pacífica do Campeonato do Nordeste de 2003, nas datas de sua conveniência'', escreveu em seu despacho a juíza. ''Outrossim, determino que a suplicada (CBF) se abstenha de ameaçar ou punir, de qualquer forma, os clubes que participarem da competição.''
Uma das alegações da Liga do Nordeste para conseguir a liminar foi a de que a competição regional é muito mais rentável do que a disputa estadual, prevista no calendário oficial da CBF. De acordo com dirigentes da Liga, no ano passado, cada clube recebeu cerca de R$ 700 mil.
Clube dos 13 Os clubes admitem discutir a redução de cotas da tevê para a transmissão dos jogos em 2003, mas vão fazer pressão para que não tenham perda no período. Por isso, estudam a possibilidade de se anteciparem a Globo Esportes e solicitar aumento de suas cotas. Ontem, a Comissão de Finanças do Clube dos 13, formada por Flamengo, Fluminense, Santos, Vitória, São Paulo e Atlético Paranaense, reuniu-se na sede da Globosat, no Rio, para mais uma rodada preliminar de negociações.
O presidente do Flamengo, Hélio Ferraz, disse que o Clube dos 13 não foi comunicado oficialmente sobre redução de 25% das cotas dos clubes na próxima temporada, com relação ao que receberam em 2002. ''Para o Clube dos 13 isso não foi dito e não me cabe, como presidente da Comissão de Finanças, analisar a posição financeira de uma empresa que é nossa parceira.''
Em seguida, Ferraz deixou escapar que a negociação está centrada na discussão de novos valores. ''É claro que numa discussão contratual cada parte puxa para seu lado. A Globo Esportes quer pagar menos, naturalmente, e os clubes querem receber mais.''

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