Justiça ainda investiga o acidente em Ímola
São Paulo - Dez anos depois, a morte de Ayrton Senna ainda provoca discussão. A Justiça italiana continua a procurar os eventuais culpados pelo ocorrido em Ímola: o caso foi reaberto há exatamente um mês. O que mais preocupa, agora, Frank Williams, dono da equipe pela qual Senna corria, Patrick Head, seu sócio e diretor-técnico, Adrian Newey, projetista do carro, e até o presidente da FIA, o advogado inglês Max Mosley, é a recente mudança na legislação européia. Está bem mais fácil extraditar um indivíduo de seu país de origem para outro da Comunidade Européia que o considerou culpado por algo.
Como o Tribunal Superior de Justiça da Itália reabriu o caso Senna no dia 1º de abril, por considerar ''contraditória'' a sentença de ''inocentes'' confirmada pelo Tribunal de Apelo, em 22 de novembro de 1999, os acusados de homicídio culposo pela morte do brasileiro, se forem condenados no novo julgamento, poderão ser extraditados da Inglaterra para a Itália.
Mosley até já providenciou sua mudança da Inglaterra para o Principado de Mônaco, que não faz parte da Comunidade Européia, a fim de não ser incluído na lista dos que podem ir para a cadeia se um piloto morrer numa corrida. O caso Senna, pelo visto, vai longe ainda.
Segurança Não há nenhum exagero na afirmação: a morte de Ayrton Senna, em 1994, permitiu que vários pilotos não se ferissem com enorme gravidade já a partir da temporada seguinte. Foi tão chocante o que aconteceu em Ímola, naquele primeiro dia de maio, que os responsáveis pela Fórmula 1 promoveram uma profunda revisão nos conceitos de segurança da competição.
''Penso que a maior contribuição de Ayrton Senna à Fórmula 1 foi a mudança de postura gerada em todos nós com relação a como tornar carros e circuitos mais seguros'', diz o presidente da FIA, Max Mosley. O médico-chefe da entidade, Sid Watkins, tem ponto de vista semelhante: ''As medidas incorporadas ao regulamento, hoje, são o resultado de profundos estudos. Não há mais o empirismo de outras épocas.'' (Agência Estado)





