O juiz da 10 Vara Cível de Curitiba, Rogério de Assis, concedeu tutela antecipada a um pedido feito pela Unopar, de afastamento preventivo da presidente da Confederação Brasileira de Ginástica (CBG), Vicélia Angela Florenzano, do cargo que ela ocupa na entidade, sediada em Curitiba. O despacho do juiz, assinado na última quinta-feira, foi em resposta à ação civil pública impetrada pela Associação Desportiva e Recreativa Unopar (mantenedora das equipes de ginástica rítmica da universidade) e pela Liga Nacional de Ginástica Rítmica.
No despacho, o juiz determina ainda que Vicélia seja afastada ''de imediato'' do cargo até o julgamento da ação e que a ''presidência passe a ser exercida pela atual vice-presidente, conforme preconiza o artigo 31 do Estatuto da CBG''.
A ação civil apresenta a alegação de que a presidente ''não estaria exercendo o cargo de forma condizente'' e pede uma auditoria independente nas contas da confederação, que ''teria duas contas bancárias não contabilizadas''. Os acionantes questionam ainda a origem das receitas e o destino dos gastos da instituição. No despacho, o juiz aponta que há ''indícios de irregularidade verificada em auditoria'' e diz que ''a própria Advocacia Geral da União admitiu que haveria convênios entre o Ministério do Esporte e a CBG que ainda constavam como inadimplentes''.
O presidente da Associação Desportiva Unopar, o chanceler Marco Antônio Laffranchi, relatou que decidiu ingressar com a ação após se sentir prejudicado com a dissolução da seleção brasileira de conjunto de GR (que treinava em Londrina há dez anos), determinada em janeiro de 2005, pela CBG. ''Pegamos a seleção no 96º lugar no ranking mundial e levamos a equipe ao 8º lugar. Essa decisão acabou com a GR no Brasil'', lamentou Laffranchi.
A Folha procurou ontem a presidente da CBG, mas ela estava em reunião e só se pronunciará hoje sobre a decisão judicial.

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