Justiça afasta Onaireves da Federação
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quarta-feira, 10 de dezembro de 1997
Filipe Pimentel e Ed Carlos Rocha 
Arquivo FolhaPunidoOnaireves Moura, ao lado do presidente da Fifa, João Havelange, foi afastado do comando da FederaçãoO juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública, Leônidas Silva Filho, acatou ontem um pedido do Procurador Fiscal do Município, Eládio Prados Júnior, e determinou o afastamento temporário do presidente da Federação Paranaense de Futebol (FPF), Onaireves Rolim de Moura. O juiz nomeou Vicente Pascoal Rodaque, procurador aposentado da prefeitura, advogado e contador, administrador temporário da FPF. A decisão foi tomada em função do não cumprimento de decisões judiciais e não quitação da dívida da FPF com a prefeitura referente ao IPTU, em torno, de R$ 1,2 milhão. Moura poderá recorrer da decisão do juiz.
De acordo com o procurador do município, Eládio Prados Júnior, o presidente Onaireves Moura, não venha cumprindo as determinações da justiça. O pedido de afastamento temporário aconteceu por causa do insistente descaso do presidente da FPF com as dívidas que tem com a prefeitura, afirmou. Prados Júnior disse que Rolim de Moura foi várias vezes procurado na entidade e nunca encontrado. O juiz entendeu procedente afastamento temporário, comentou.
O administrador temporário, Vicente Pascoal Rodaque, é advogado, contador e tem larga experiência na área tributária e fiscal. Ele é procurador aposentado do município de Curitiba. Seu trabalho será analisar toda a contabilidade da FPF e determinar por que a dívida com a prefeitura não foi paga e por que outras dívidas também não foram quitadas. Ele afirmou que responderá apenas pelo setor financeiro. O departamento de futebol e os outros continuarão funcionando com total liberdade, disse.
Além da dívida com a prefeitura de Curitiba, referente ao IPTU, a Federação Paranaense de Futebol, não recolhe o INSS e tem dívidas com a Copel e Telepar, além de outros fornecedores. Calcula-se que a dívida da FPF supere R$ 3 milhões. A FPF também tem pendências judiciais com o Atlético-PR, referente ao descumprimento de um acordo de uso do Pinheirão, no qual o clube teria 10% sobre todo o faturamento da entidade.
Paraná Clube A diretoria do Paraná poderá resolver na sexta-feira ou no início da próxima semana a pendência com a Rede Ferroviária Federal sobre o terreno da Vila Capanema. É o que disse ontem o diretor de patrimônio do clube, Luiz Fanchim. Segundo ele, na sexta-feira deverá acontecer uma reunião com o chefe do escritório da RFFSA no Paraná e Santa Catarina, Paulo Sidnei, que está no Rio de Janeiro conversando com diretores da RFFSA para definição do valor que a rede quer receber para desistir da briga judicial com o Paraná.
Segundo Fanchim, como a RFFSA está privatizando o seu patrimônio, e não poderia fazer isso com o terreno da Vila porque está sub-júdice, tem o interesse em negociar com o Paraná. O valor a ser pago pelo tricolor será definido por técnicos da Caixa Econômica Federal, que já estiveram fazendo uma avaliação no local. De acordo com Fanchim, não deverá passar de R$ 3 milhões.


