Justiça acolhe denúncia contra técnico Luxemburgo
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 03 de maio de 2001
Agência Folha Do Rio 
O juiz Marcello Ferreira Granado, titular da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, acolheu denúncia do Ministério Público Federal contra o técnico Wanderley Luxemburgo, sob a acusação de falsidade ideológica.
Agora, o técnico do Corinthians passa a responder a processo criminal. A pena para o crime de falsidade ideológica é de um a cinco anos de prisão.
Luxemburgo é acusado de ter usado documento com informação falsa para expedir o seu CPF (Cadastro de Pessoa Física) e quatro passaportes. Ele será intimado a depor na 7ª Vara no próximo dia 29, às 16h.
Em setembro do ano passado, reportagem da revista Época comprovou que o então técnico da seleção era gato.
A Polícia Federal instaurou inquérito para apurar o caso. Luxemburgo foi indiciado em dezembro de 2000, com base em uma certidão de batismo que comprovaria a adulteração da sua idade na carteira de identidade. Segundo a PF, ele sabia que o documento era falso.
De acordo com a certidão de batismo, datada de 14 de fevereiro de 1954, o técnico nasceu no dia 10 de maio de 1952 -e não em 1955, como indica a sua carteira de identidade. Em depoimento na PF, Luxemburgo admitiu pela primeira vez ter nascido em 1952.
A Folha de S.Paulo telefonou para Michel Assef, advogado de Luxemburgo, para ouvi-lo a respeito do acolhimento da denúncia, mas ele estava em uma reunião. Até as 19h, Assef não havia ligado de volta.
No despacho em que aceitou a denúncia do MP, ontem, o juiz Marcello Granado requereu que a certidão de batismo do treinador lhe fosse enviada.


