Marcos BorgesPasse de efeitoKarina (E) e Paula: ‘Jogar ao lado de quem sabe é muito melhor’‘‘O basquete moderno precisa mais do que de uma dupla’’, disse, com muita modéstia, Karina, argentina de nascimento, mas brasileira naturalizada e que, além da alta técnica que possui, é uma autêntica guerreira dentro da quadra em defesa, hoje, do BCN/Osasco. Karina acha importante uma equipe ter boas duplas, como a que ela passa a formar, novamente com Paula, como nos tempos de Ponte Preta. ‘‘Aliás, se nós ganharmos esse ano, serei tetracampeã mundial, porque já ganhei três vezes a competição’’, disse a jogadora.
No entanto, ela respeita as equipes européias: ‘‘São muito difíceis e tecnicamente muito boas. Precisamos manter um intercâmbio maior com o basquete de lá, porque tudo é diferente. A forma de jogar, a altura, a preparação. Enquanto a gente joga só entre nós, tudo vai bem, até porque nosso time é muito bom. Mas, na hora de enfrentar os países europeus, a coisa muda muito e temos que estar melhores preparadas para enfrentá-las e aí é que se necessita mais do que uma dupla.’’
Ao lado de Paula, ela pode ajudar a fazer a diferença, como a antiga dupla Paula/Hortência. ‘‘Acho que nós duas somos de importância para a Maria Helena e jogar ao lado de quem sabe, como a Paula, é melhor, claro’’, explica Karina.
A jogadora acrescenta ainda que o basquete brasileiro precisa de mudanças. ‘‘Há necessidades de uma nacionalização do basquete. Ele não pode viver apenas em São Paulo. É muito difícil. O prefeito de Londrina tem condições de manter uma equipe forte aqui, como no masculino. Com várias cidades e estados fazendo basquete, a evolução da modalidade será maior e o Brasil vai ganhar com isso.’’ Para ela, a Superliga já ajudou a melhorar um pouco mais, apesar de ser times de São Paulo que estão jogando por outros centros.
Paula explica que o BCN tem ‘‘um grande time. Jogar ao lado de quem sabe é realmente mais fácil. Hoje a equipe tem Karina, as duas estrangeiras (Elena e Eva). Mas temos que ter conjunto. Estamos nos juntando agora, além das outras jogadoras importantes, como a Claudinha. É lógico que, quanto melhor a qualidade do grupo, mais fácil fica de jogar’’, explicou. Paula deve continuar jogando até a Olimpíada. Depois pára mesmo.

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