São Paulo A cirurgia do piloto Bruno Junqueira, realizada ontem no Hospital Metodista de Indianápolis, nos Estados Unidos, correu bem. O brasileiro quebrou duas vértebras (T-12 e L-1, na região do meio das costas) no acidente mais grave durante as 500 Milhas, na volta 77, domingo. As fraturas foram confirmadas por Henry Bock, diretor chefe dos serviços médicos da IRL e do Indianápolis Motor Speedway, que também foi o responsável pela cirurgia.
O ortopedista Osmar de Oliveira avalia: ''Claro que toda fratura de vértebra é um caso grave, mas nesse nível onde ele quebrou não é tão complicada a recuperação. Poderia ser muito pior se ele tivesse quebrado na região cervical, mais próxima do pescoço, ou na região lombar, mais para baixo. É difícil falar sem conhecer o caso, já que existem diferentes graus de fraturas.''
Não existe nenhuma previsão do tempo de recuperação de Bruno. ''Nem mesmo os médicos sabem dizer quando tempo o Bruno ficará parado. A recuperação é diferente em cada pessoa. O que sabemos é que ele vai esperar a cicatrização, para então começar um trabalho de fisioterapia'', informou a assessora de imprensa do piloto.
Osmar endossou: ''Além de a recuperação variar entra cada pessoa, ninguém poderia falar de um tempo estimado em que ele vai ficar parado sem saber qual era o nível da fratura, ou que recurso o médico utilizou na cirurgia. Sobre acidentes como esse não se fala antes.''
Durante a prova, domingo, Bruno ia ultrapassar A.J. Foyt quando foi tocado na parte traseira pelo rival. O piloto perdeu o controle de seu carro a aproximadamente 350 km/h e bateu com violência no muro de proteção.

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