Junior Team apresenta seu cartão de visitas
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quarta-feira, 08 de setembro de 2010
Thiago Mossini<br> Reportagem Local 
A revelação de jogadores de futebol, em Londrina, nos últimos anos foi sinônimo de PSTC. Do estruturado clube formador, parceiro do Atlético Paranaense por anos, saíram nomes como Kléberson, Fernandinho, Jadson e Dagoberto, entre outros. Porém, outro clube da cidade, sem alardes, segue o mesmo caminho. Se o PSTC teve o empurrão do Furacão para ganhar projeção, a Junior Team se apoiou no Londrina, de quem foi parceira por três anos, e hoje já traça os planos para ser reconhecida até mesmo no futebol profissional. O cartão de visitas são os volantes Diogo, do Fluminense, e Henrique, do Cruzeiro, e o atacante Soares, do Vitória.
A Terceira Divisão do Campeonato Paranaense marcou a entrada dos dois clubes no profissionalismo. A Federação Paranaense de Futebol (FPF) obrigou todos os clubes que disputavam torneios oficiais nas categorias de base a disputarem também o torneio adulto. Assim, o PSTC se viu obrigado a montar um time profissional. Já na Junior Team havia um projeto para montar a equipe de cima.
A ideia é usar o time para preparar seus jovens talentos antes de negociá-los com outros clubes. Tanto que a base da equipe é formada por garotos de 18, 19 anos. ''Claro que queremos resultados, mas precisamos de 'cobaias'. A nossa intenção é fazer o jogador amadurecer mais cedo, para quando ir para um clube de expressão, já estar preparado'', disse um dos diretores da Junior Team, Sérgio Rolla. ''Queremos chegar à Segunda Divisão. Depois, o que vier é lucro'', continuou.
A prática de montar as equipes com jogadores mais jovens está presente em todas as categorias do clube. ''Sempre jogamos com atletas que têm idade bem inferior à categoria deles'', falou João Severo, diretor de futebol do clube.
Neste processo, os resultados não são levados tão em conta. ''Estamos preparados para levar goleadas. Não pela qualidade dos nossos jogadores, mas pela idade deles. Nesses jogos, já conseguimos identificar o que precisamos em cada posição para o ano seguinte'', explicou Rolla.
Parceria
Apesar da boa estrutura na sede do clube, os treinamentos são feitos fora do local, muitas vezes na Universidade Estadual de Londrina (UEL), que mantém um convênio com o clube. A parceria faz parte de um projeto de extensão da universidade, costurado pelo professor Ariobaldo Frisseli, o Dedé, que presidiu a Fundação de Esportes de Londrina (FEL) e é consultor da Junior Team.
São dez estagiários dos cursos de Educação Física e Esporte da UEL, com brechas para ser ampliados para alunos de outros cursos, como Fisioterapia, Ciências Sociais, Psicologia e Pedagogia. Os alunos de Arquitetura também devem ganhar oportunidade de estagiar na construção do Centro de Treinamento do clube, que será levantado em Ibiporã, numa área de aproximadamente seis alqueires.
A Junior Team usa os campos, laboratórios, pista de atletismo, piscinas e outras dependências do Centro de Educação Física (CEF) da universidade. O sistema é semelhante ao que chegou a ser implantado com o Londrina dois anos atrás, mas que não foi levado adiante. ''Como contrapartida, a gente faz a conservação dos campos e seu entorno, mantendo um funcionário nosso exclusivamente para isso'', comentou Rolla.
A Junior Team foi parceira do Londrina entre abril de 2001 e novembro de 2004. Na época do rompimento, o presidente alviceleste, Agostinho Miguel Garrote, abriu mão da metade dos direitos de 57 jogadores em troca de uma dívida do clube com a empresa no valor de R$ 2,5 milhões.


