Recuperado de uma lesão na virilha direita, o zagueiro Júnior Baiano começou a treinar ontem de manhã, no Centro de Treinamento do Palmeiras. O novo reforço do clube, no entanto, ainda não tem presença confirmada para o clássico de domingo, às 17 horas, no Morumbi, contra o São Paulo. ‘‘Não estou sentindo dores e, se for escalado pelo treinador, estarei à disposição’’, afirmou o jogador.
Júnior Baiano contundiu-se na semifinal da Copa do Mundo, quando o Brasil eliminou a Holanda da competição.
Após uma semana de descanso na casa dos pais em Feira de Santana, na Bahia, o zagueiro apresentou-se ao clube na segunda-feira, fez avaliação médica e foi liberado para integrar-se ao grupo. ‘‘O jogador passou por todos os exames de rotina e está em boas condições físicas’’, analisou o médico do Palmeiras, Rubens Sampaio Neto. Na partida final do Mundial, Júnior Baiano reclamou de dores quando chutava a bola ou girava o corpo com rapidez.
A pronta recuperação do zagueiro deixou o treinador Luiz Felipe Scolari com uma dúvida para organizar a defesa do time para o Campeonato Brasileiro. Roque Júnior seria deslocado para o meio-de-campo? O esquema tático sofreria alguma alteração, com a entrada de um líbero? As respostas deverão ser dadas até o fim da semana, após os treinamentos coletivos, mas o técnico já adianta que será difícil a formação do esquema 3-5-2. ‘‘É um estilo de jogo que não faz parte da cultura esportiva do brasileiro’’, disse.
Segundo Scolari, os zagueiros do País apresentam dificuldades em assimilar a entrada de um líbero, pois não são todos que têm boa colocação em campo e sabem fazer a cobertura dos laterais. ‘‘O Roque Júnior, porém, é um atleta veloz, com habilidade e que sabe apoiar o ataque’’, declarou Scolari, admitindo a possibilidade de improvisá-lo à frente dos defensores. ‘‘Qualquer mudança vai depender do desempenho de cada um nos treinos e da necessidade nas partidas.’’
Scolari ressaltou, ainda, que a maioria dos clubes nacionais joga, naturalmente, com três zagueiros. ‘‘Quando um lateral desce para atacar, o outro fica na defesa e fecha pelo meio, como se fosse um terceiro defensor’’, explicou, lembrando os tempos de comandante do Grêmio. ‘‘Sempre que o Arce apoiava, o Roger ajudava na marcação.’’
O meia Alex, que sofreu uma pancada na crista ilíaca, osso na região da cintura, é dúvida para a estréia no Brasileiro. O jogador passou por uma ressonância magnética, ontem à tarde, e será poupado dos treinamentos.
O principal candidato à vaga do meia é Arílson. Scolari, no entanto, poderá encontrar, na ausência de Alex, uma forma de encaixar Roque Júnior na equipe.Agliberto Lima/AE(Não é permitida a reprodução total ou parcial desta foto dentro ou fora do Brasil)Bons companheirosJúnior Baiano (esq.), Paulo Nunes e Zinho fazem alongamento em treino do Palmeiras, no CT da BarraAgência Estado

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