Rio - Juninho Pernambucano oficializou a sua aposentadoria como jogador de futebol ontem, em entrevista coletiva, mas avisou que não vai se afastar do esporte. Apesar de querer um tempo de férias, o agora ex-atleta do Vasco, de 39 anos, avisou que deverá comentar a Copa do Mundo por uma emissora de TV e que pretende trabalhar como treinador.
"Eu não me vejo fora do futebol. Gostaria de aproveitar uns dias de férias mais prolongadas, mas claro que quero voltar ao futebol. Ser treinador sempre passou pela minha cabeça. A tendência é que eu possa comentar futebol. Já me convidaram para trabalhar durante a Copa do Mundo. A tendência é continuar no futebol", disse.
Depois, revelou que foi convidado pela Rede Globo. Ainda não assinou contrato, mas ser comentarista "é uma possibilidade real".
Sobre a decisão pela aposentadoria, explicou que não conseguia treinar no ritmo que se espera de um jogador profissional. Juninho Pernambucano estava sem jogar desde novembro, quando se machucou em uma partida contra o Santos, no Maracanã. Ele chegou a cogitar parar, mas foi convencido pelo presidente do Vasco, Roberto Dinamite, e pelo novo executivo de futebol, Rodrigo Caetano, a fazer a pré-temporada. Ali, viu que não teria condições de voltar.
"Quando os treinos ficaram mais fortes, quando se acelerou o ritmo, eu tinha mais dificuldade para treinar no outro dia. Repetir os exercícios estava difícil. Fiz um coletivo de 60 minutos e fiquei dois dias sem treinar. No começo da semana passada avisei à comissão técnica que havia tomado a decisão de parar de jogar", revelou Juninho Pernambucano.
O agora ex-jogador chorou na sua fala inicial, quando discursou para contar que estava se aposentando. "Para fazer pela metade, sem a minha condição real, não iria fazer. Foi por isso que decidi parar de jogar. Não é fácil, mas acredito que está sendo mais fácil do que eu imaginava. Chegou a hora. Se o Roberto parou, Romário, Zico, para mim também chegaria esse dia".
O choro veio quando Juninho Pernambucano lembrou dos títulos vencidos no fim da década de 1990 e no começo do século. "Praticamente todos os anos conquistei alguma coisa. Fica a lembrança daquela geração maravilhosa entre 97 e 2001. Todos esses jogadores com quem joguei aqui", disse, antes de parar para tentar segurar as lágrimas.

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