São Paulo - Quatro gols nos últimos quatro jogos. No ano, a média é de um gol a cada três partidas. Esses números parecem pertencer a um autêntico centroavante. Só parecem. São do franzino meia Juninho, que, aos 32 anos, vive no Palmeiras a fase mais artilheira de sua vitoriosa carreira. ''Nunca fiz tanto gol na minha vida'', admitiu o jogador.
Nunca mesmo. Juninho começou no Ituano-SP, despontou no São Paulo, brilhou no Middlesbrough, passou por Atlético de Madrid, Flamengo, Vasco e Celtic. Em nenhum desses clubes teve uma média de gols tão boa como no Palmeiras. Com 13 gols em 37 jogos, é o meio-campista que mais balançou a rede neste Campeonato Brasileiro, à frente de jogadores como Roger, Petkovic e Ricardinho.
Todos esses disputam com Juninho o prêmio de melhor meia do Campeonato Brasileiro. ''Seria muito gratificante ganhar esse prêmio. Seria o reconhecimento do meu trabalho'', revelou o camisa 10 do Palmeiras, que é torcedor do clube desde criancinha, por influência do pai, Oswaldo Giroldo.
Sobre a fase artilheira, Juninho disse que até já passou por momentos melhores na carreira, como em 97, quando foi vendido pelo Middlesbrough ao Atlético de Madrid por 12 milhões de libras (mais de R$ 45 milhões, em valores atuais, recorde absoluto da história daquele clube inglês). Os gols por atacado, porém, passam uma melhor impressão. ''O gol valoriza bastante. Quando estava lá fora, às vezes fazia excelentes partidas e ninguém ficava sabendo, porque não marcava tantos gols'', comparou.

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