Juninho detecta abalo emocional
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quarta-feira, 15 de outubro de 2003
Agência Folha 
São Paulo - Em dois dias de trabalho, o técnico Juninho detectou um abalo emocional como principal problema dos jogadores corintianos. Ex-treinador do time júnior, ele não indicou um psicólogo para cuidar dos nervos dos atletas. Mas um de seus trunfos para vencer no cargo está na psicologia. Há quatro anos, ele faz terapia, em Campinas, e acredita que as sessões o fortaleceram.
''É uma terapia para ex-atletas. Não sei explicar, mas senti que precisava disso, tem me ajudado. A gente não se sente bem quando pára de jogar, por isso muitos voltam'', disse o ex-zagueiro.
Ele citou como exemplos o ex-piloto Niki Lauda e o ex-campeão dos pesados George Foreman, que retomaram as carreiras após anunciarem a aposentadoria. Citar astros de outros esportes é uma das técnicas de Juninho para motivar o time, que perdeu os dois últimos jogos por 3 a 0, para São Caetano e São Paulo.
Para incentivar seus comandados a treinar com aplicação, Juninho falou de Oscar, ex-jogador da seleção brasileira de basquete. ''Lembrei aos atletas que o Oscar disse ter feito mais cestas treinando do que jogando. Se um cara como ele precisava se aplicar tanto, todos precisam'', afirmou.
O desfile de personalidades no discurso do técnico incluiu também o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que é corintiano. ''Falei da importância de defender um time que é lembrado até pelo presidente em suas entrevistas.''
Outra preocupação de Juninho é acabar com as trocas de acusações entre os jogadores. ''Se você sai atirando para o alto, pode levar um tiro de alguém, então isso não pode acontecer aqui.''
O técnico trabalhou ontem cruzamentos e tabelas entre os laterais e atacantes. Ele disse que pode fazer mudanças para o jogo de domingo, contra a Ponte Preta.


