Córdoba - Titular na Copa do Mundo de 2010 e um dos jogadores mais experientes da seleção brasileira na atualidade, o goleiro Julio Cesar rechaçou com veemência a hipótese de que o grupo esteja ''rachado'' entre novatos e mais velhos. Ele fez uma defesa firme da cobrança feita na véspera pelo zagueiro Lúcio à equipe, na qual pediu vibração, empenho e respeito à camisa da seleção. Mas reiterou que as declarações do colega eram extensivas a todos. ''O Lúcio foi muito feliz ao se manifestar. Ele não puxou a orelha de ninguém, até porque todos aqui são profissionais, vencedores e estão no mesmo barco'', explicou o goleiro.
O tema foi o preferido de Julio Cesar durante entrevista ontem no centro de convenções do Hotel Sofitel, local da concentração da seleção brasileira em Campana, na Argentina. O jogador da Inter de Milão se antecipou aos repórteres e disse que seria leviano direcionar a ''Neymar, Ganso e Lucas, entre outros mais jovens'' o recado do capitão da seleção. ''Não há cadeira cativa no time e não se está jogando a responsabilidade para cima de ninguém. Se formos campeões ou se perdermos antes, os méritos e as críticas vão ser divididos entre o grupo todo'', avisou.
Dos escolhidos para conceder entrevistas nesta terça-feira, Julio Cesar era o de trajetória mais longa na seleção. Por isso, decidiu falar sobre a repercussão da bronca de Lúcio no dia anterior. ''O mais importante é que a atitude dele foi muito bem aceita e amanhã (quarta-feira) eu acredito que o Brasil já se apresentará de outro modo, apagando a imagem das duas primeiras partidas'', disse o goleiro, já projetando um bom jogo contra o Equador, em Córdoba, pela terceira e última rodada da primeira fase da Copa América, depois dos empates com Venezuela e Paraguai.
Julio Cesar, de 31 anos, disputa a sua segunda Copa América. Em 2004, ele conquistou o título da competição, no Peru, com grandes atuações. Na final, contra a Argentina, defendeu um pênalti. (Agência Estado)

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