Lima - O goleiro Julio Cesar dormiu poucas horas após o jogo do Brasil com o Uruguai. Ficou relembrando os principais lances do empate (1 a 1) e principalmente a disputa de pênaltis, em que se destacou e ajudou na classificação da equipe ao defender o chute de Sanchez, na quarta cobrança dos uruguaios. Apesar da noite de insônia, não reclamou quando foi acordado as 9h30, para dar entrevista a uma emissora de TV.
Certo de que vem agradando ao técnico Carlos Alberto Parreira na competição, Julio Cesar estava convicto de que conseguiria deter ao menos um pênalti no jogo que decidia uma vaga para a final da Copa América. Ele disse que ficou preocupado com a falha que deu origem ao gol do Uruguai, mas sem perder a confiança na reação da equipe. Nesta entrevista, o goleiro do Flamengo fala, entre outros assuntos, sobre a expectativa da decisão de hoje e conta bastidores da cobrança de pênaltis no confronto com os uruguaios.
Agência Estado - Como reagiu ao próprio erro, que resultou no gol do Uruguai?
Julio Cesar - Eu me senti abafado, mal com aquilo. Era uma bola defensável. Mas sabia que o time tinha condições de se recuperar na partida. Falhei porque fui com muito ímpeto na jogada, mais veloz que a bola, o que acabou me prejudicando. Quando o Adriano empatou o jogo, tive a percepção de que a vaga estava próxima.
AE - A disputa da classificação em cobranças de pênaltis lhe deixou tenso?
Julio Cesar - Não. É nessas horas que o goleiro aparece. E eu tinha certeza de que defenderia pelo menos uma bola. Não conhecia o estilo dos adversários. Mas, quando correm para chutar, dá para analisar o rosto de cada um e arriscar com mais facilidade como e para onde vão finalizar. Assim que o Renato converteu o dele, ele passou por mim e eu lhe disse: 'Pode avisar para a rapaziada, eu vou pegar o próximo pênalti'. Deu certo. (Agência Estado)

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