Rio de Janeiro - O Juizado Especial Criminal, que funcionou domingo pela segunda vez no Maracanã, determinou uma punição para 52 torcedores que estiveram no estádio para ver o Fla-Flu: eles estão proibidos de comparecer a qualquer jogo do Campeonato Brasileiro de 2003. O juiz Murilo Kieling considerou o balanço do clássico bastante positivo. ''A notícia vai-se espalhar: acabou a impunidade dos torcedores que vão ao Maracanã para brigar'', disse.
Ele esteve no estádio em companhia do promotor Alexandre Temístocles, do defensor-público Américo Grilo e de policiais militares e civis, além de peritos do Instituto Médico Legal. O grupo teve trabalho intenso desde o início da tarde de domingo.
Todos os 52 torcedores punidos não apresentavam antecedente criminal. Eles envolveram-se em brigas dentro e fora do Maracanã. Alguns portavam bombas de fabricação caseira. O juizado decidiu também que eles terão de comparecer às delegacias mais próximas de suas casas durante o andamento dos três próximos jogos de Flamengo ou Fluminense, para registro no livro de ocorrências.
Cartão azul O cartão amarelo foi criado para a Copa do Mundo de 1970, no México, com o intuito de facilitar o aviso de advertência dos árbitros aos jogadores (o cartão é uma linguagem universal). Antes disso, só havia expulsões no futebol, que nem dava espaço para substituições na Copa de 1966, na Inglaterra, Pelé teve que ''fazer número'' em campo contra Portugal porque estava contundido.
A Fifa, entidade que controla o futebol, estuda agora lançar o cartão azul, que seria um intermediário entre o amarelo e o vermelho o jogador que recebesse o azul seria expulso, mas um outro atleta poderia substituí-lo.

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