Rio - O juiz holandês Dick Jol teve uma atuação discreta. Ele não quis ser o personagem principal da decisão do Mundial e procurou apitar os lances de perto, enquanto teve fôlego para correr. Na verdade, a escalação de Jol para comandar a final foi um prêmio da Comissão de Arbitragem da Fifa pelo seu bom trabalho em outros jogos da competição, marcada por um nível técnico que deixou a desejar.
No aspecto disciplinar, o juiz holandês soube se impor. Não distribuiu muitos cartões, mas conseguiu coibir a violência com eficiência, punindo os atletas sempre que houve necessidade. Apesar das dificuldades de comunicação com os brasileiros em campo, Jol chegou até a dar orientação aos atletas.
Apenas Romário, que já atuou na Holanda, arriscou algumas palavras no idioma do árbitro. Os jogadores pouco reclamaram da arbitragem. O jogo equilibrado e, em determinados momentos, lento, facilitou o desempenho de Jol, também beneficiado pela ausência de lances polêmicos.

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