Juiz garante ao clube o direito sobre Milton do Ó
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 05 de setembro de 2000
Ed Carlos Rocha Fernando Tupan De Curitiba 
Pelo menos por enquanto, o zagueiro Milton do Ó vai ter que se considerar jogador do Paraná Clube. O juiz Élder de Souza Pedrosa, da 18ª Vara da Justiça do Trabalho, garantiu ontem ao clube o direito sobre o passe do atleta. Milton havia entrado na Justiça para conseguir ganhar o passe alegando atrasos no recebimento de salário. O jogador ainda pode recorrer da decisão.
O zagueiro não foi localizado ontem através do seu celular após o anúncio da sentença favorável ao empregador. Em casa, seus familiares avisavam que o atleta estaria no litoral paranaense até o final do feriado de Sete de Setembro. O advogado do jogador, Augusto Mafuz, também foi procurado e mensagens foram deixadas na caixa postal do seu celular. Até o fechamento desta edição, ele não havia retornado as ligações.
A diretoria do Paraná Clube, por meio da assessoria de imprensa, informou que vai aguardar o jogador entrar com recurso ou procurar o clube para tentativa de acerto. O diretor de futebol, Ocimar Bolcenho, já disse que é muito difícil que Milton jogue novamente no tricolor. Ele não faz mais parte dos nosso planos.
Em julho passado, Milton procurou a Justiça do Trabalho para tentar receber passe livre. A alegação era de que o tricolor não pagava os salários há dois meses, além de estar nove meses sem pagar auxílo moradia e ajuda de custo. Quando os dirigentes do Paraná receberam a notificação de intimação da ação, depositaram os salários atrasados do atleta e do resto do elenco.
O zagueiro recebia no último contrato cerca de R$ 14 mil. Quando o seu contrato venceu, a diretoria ofereceu R$ 5 mil, sem direito aos incentivos que recebia. A alegação dos dirigentes para tal medida era o rebaixamento do clube da primeira para a segunda Divisão do Campeonato Brasileiro. Com a diminuição da receita, o Paraná precisa se adequar à nova realidade, explicou o presidente Ênio Ribeiro.


