São Paulo, 08 (AE) - O árbitro Alfredo dos Santos Loebeling e o assistente Artur Alves Júnior, que atuaram no clássico Palmeiras x Santos, domingo, no Morumbi, foram suspensos por tempo indeterminado pela Comissão de Arbitragem da Federação Paulista de Futebol (FPF), de acordo com um comunicado enviado pela entidade à imprensa no fim da tarde de hoje.
Segundo o vice-presidente da comissão, Seraphim Del Grande, a punição baseou-se no relatório do observador da FPF, Carlos Russo Bacheli, que não viu nenhum incidente envolvendo o santista Viola e o palmeirense Roque Júnior, expulsos no minuto inicial do clássico. Alves Júnior dissera ao árbitro, no jogo, que os atletas se agrediram. Amanhã, a Comissão de Arbitragem vai reunir-se para ratificar a punição e determinar o período de suspensão.
Loebeling disse ter ficado surpreso e contou que o presidente do Sindicato dos árbitros, José de Assis Aragão, já está tentanto descobrir as razões da suspensão. "O observador da FPF me deu nota 7,8, que é uma nota alta", afirmou Loebeling. Segundo ele, os árbitros apenas são punidos quando recebem nota inferior a 5. O árbitro confirmou o comunicado de "troca de socos" feita pelo assistente. "Não duvido da palavra do Artur Alves Júnior e ele não deve ser punido", disse Loebeling. O diretor de Futebol do Palmeiras, Sebastião Lapolla, concordou com a punição a Loebeling. "Pelo menos, agora, não só os atletas estão sendo punidos por seus erros."
A atitude do árbitro Sidrak Marinho dos Santos, que expulsou o atacante são-paulino Dodô, no empate por dois gols contra o Guarani, no sábado, foi considerada correta por Del Grande. Dodô recebeu o cartão vermelho depois de marcar um gol e "dar uma banana" para os torcedores. "Foi uma atitude antiesportiva do atleta", disse.
Gustavo Caetano Rogério, diretor da Escola de Arbitragem da FPF, responsável pela pré-temporada e preparação, diz que algumas marcações durante o jogo podem ser revistas de acordo com as circunstâncias. "Não pode haver exagero nem preciosismo no trabalho dos árbitros." Muitas vezes, uma infração que poderia ser punida com um cartão amarelo, pode ficar apenas em uma conversa ou em uma advertência verbal. "Quando comecei a apitar, mostrava muitos cartões porque os jogadores não me conheciam e, por isso, queriam me intimidar, não me respeitavam", lembrou o paulista Paulo César de Oliveira, uma das revelações da arbitragem nos últimos anos. "Hoje, a situação mudou."
Rogério disse que não assistiu ao clássico de domingo, mas, a princípio, concorda que houve exagero na expulsão dos atletas. Loebeling é um dos árbitros paulistas que mais mostram cartões. "O Godoi (Oscar Roberto é outro que costuma aplicar muitos cartões, alguns com exagero", comentou Rogério.

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