São Paulo, 20 (AE) - O jovem árbitro Paulo César de Oliveira deu uma lição de arbitragem e bom senso na final de hoje. Ao encerrar a partida após dez minutos de confusão, Paulo César impediu que os jogadores proporcionarem novas cenas de violência em campo. Os ânimos estavam exaltados e não havia mais clima para o jogo prosseguir. Restavam ainda 15 minutos de bola rolando.
O árbitro não quis se estender nas explicações. "Encerrei a partida devido a um conflito generalizado", declarou. "Vou relatar tudo o que aconteceu e entregar o relatório à Federação Paulista de Futebol." Paulo César não quis comentar a atitude do jogador Edílson, do Corinthians, que começou a fazer embaixadas no meio do jogo e provocou a ira dos adversários. "Não estou aqui para julgar a atitude de ninguém", disse.
O juiz de 25 anos sabia que estaria em evidência neste clássico. A polêmica atuação de Oscar Roberto de Godói na primeira partida decisiva aumentou a responsabilidade de Paulo César para o segundo confronto. O árbitro fez de tudo para tentar levar o jogo até o seu final sem que nada de mais grave acontecesse. Os jogadores não deixaram.
O árbitro controlou momentaneamente os ânimos dos jogadores durante a partida. Começou o jogo conversando com os atletas para tentar contemporizar a rivalidade entre as duas equipes. Para não deixar que os jogadores tomassem conta da partida, teve de tomar uma atitude mais drástica. Expulsou o zagueiro Cléber aos 22 minutos de jogo após uma entrada violenta do jogador em Marcelinho Carioca.
Apesar de Cléber não ter recebido nenhum cartão até aquele momento, a expulsão foi justa. Desde então não houve mais entradas violentas. Os jogadores que abusaram das reclamações foram advertidos pelo árbitro.
Após a partida, Paulo César deixou o estádio escoltado por quatro policiais. Sorrindo, não foi xingado nem ameaçado pelos torcedores.

mockup