Judocas se preparam para desafio em Belém
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segunda-feira, 08 de agosto de 2011
Rafael Souza <br> Reportagem Local 
O primeiro grande desafio na vida a gente nunca esquece. Pois é, no esporte também é assim. Para as pequenas judocas Marina Mologni Kawazoe e Bianca Daniele Benck, este primeiro grande desafio está prestes a chegar. Campeãs estaduais, elas se preparam para fazer bonito também no Campeonato Brasileiro Sub-13, que será disputado em Belém (PA), entre os dias 26 e 28 deste mês.
Determinadas a buscar medalhas também no nacional, as duas até esquecem o lado criança para se dedicarem por mais tempo aos treinos. ''Preciso treinar muito para corrigir meus erros e buscar medalhas também no Brasileiro'', diz Bianca, 10, mostrando a timidez que ela esconde quando sobe no tatame da Academia Kawazoe, onde treina desde os cinco anos.
Parceira inseparável de Bianca, Marina, que é um ano mais velha, mas não menos tímida, também tem como principal característica a determinação, que ela mesmo diz ter aprendido com o pai e os tios, professores e principais incentivadores da dupla de campeãs. ''Quero treinar muito para um dia representar o Brasil em uma Olimpíada'', sonha a pequena judoca.
O percurso até o maior evento esportivo do mundo é grande e ainda está só no início. Mas quem as acompanha desde a primeira subida ao tatame também aposta que pode estar diante de duas promessas do judô brasileiro. ''Geralmente nesta idade, o judô serve mais como uma atividade de desenvolvimento, é bem mais light, mas no caso delas, é diferente. Elas são muito disciplinadas e já decidiram que querem competir'', conta Paulo Kawazoe.
Preparadas para esse grande desafio elas estão. Basta ver os resultados do Campeonato Paranaense, no qual Bianca ficou com o título no superligeiro (até 28 Kg) e Marina faturou o ouro no meio-leve (até 34 Kg). Junto com Letícia Kawazoe, que só perdeu para a irmã gêmea Marina e ficou com o vice, elas ajudaram a equipe londrinense a ficar com o título geral, empatada com a academia Kusumoto, de Curitiba.
Se sobra técnica e determinação, a busca no Brasileiro, além de medalhas também é por outro fator que pode fazer diferença lá na frente. ''É importante também que elas comecem a ganhar experiência para se tornarem atletas cada vez mais completas'', finalizou Kawazoe.


