São Paulo, 16 (AE) - O campeão olímpico Aurélio Miguel disse hoje que os judocas continuam lutando para que as confederações esportivas do País "prestem à sociedade um serviço cristalino e transparente". Aurélio, que participa no fim de semana da primeira seletiva olímpica do judô, esteve em Brasília, na quarta-feira, com Rogério Sampaio, Walter Carmona e José Mario Tranquilini, além do advogado Mário Drumond Coelho, para reivindicar ao ministro dos Esportes, Rafael Grecca, mudanças na Lei Pelé.
A proposta é que seja incluída uma emenda no artigo 4.º da Lei Pelé, dando ao Ministério Público Federal poder de "fiscalizar os atos praticados pelas entidades de administração do desporto, de natureza financeira e administrativa".
A proposta foi encaminhada à Consultoria Jurídica do Ministério e à Procuradoria Geral da República. Caso seja aprovada, será enviada para a sanção do presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, na Medida Provisória n.º 1926-2, no dia 23 de janeiro de 2000.
"Ninguém pretende acabar com a autonomia das condeferações, mas temos de passar o País a limpo", afirmou Aurélio. Os judocas observam, no documento entregue ao ministro, que parcela significativa dos dirigentes das confederações utiliza "de forma grosseira e inaceitável" a autonomia jurídica para praticar "atos incompatíveis com a moralidade." O grupo também entregou um manifesto em que critica os rumos administrativos do judô brasileiro.
Seletiva - O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) vai organizar, neste fim de semana, em conjunto com a Confederação Brasileira de Judô (CBJ), a primeira seletiva para os Jogos Olímpico de Sydney. A primeira fase, marcada para o Centro de Educação e Cultura da Barra, no Rio, vai selecionar quatro judocas em cada categoria. Os dois mais bem colocados de cada categoria vão disputar a primeira e segunda etapas do Circuito Europeu.

mockup