São Paulo - Passada a euforia dos Jogos Pan-Americanos do Rio, quando a equipe brasileira de judô conquistou 13 medalhas em 14 categorias, os judocas do Brasil já colocaram os pés no chão e estão focados no próximo desafio: o Campeonato Mundial, a partir de quinta-feira, também no Rio, em que os cinco primeiros colocados de cada categoria classificam seu país automaticamente para a Olimpíada de Pequim/2008.
''Todos ficamos muito felizes com o resultado do Brasil no Pan, mas é irreal pensar que vamos conquistar medalhas em todas as sete categorias, como a equipe feminina fez no Pan'', avisou Danielle Zangrando, que faturou o ouro do peso leve nos Jogos do Rio.
A judoca, aliás, está em uma das categorias mais complicadas do Mundial. ''Já vi que tem mais de 50 atletas inscritas. Mas a dimensão entre Mundial e Pan é muito diferente. Para o Pan eu precisava estudar algumas adversárias. Agora terei de estudar muitas outras: a coreana, a espanhola, a francesa, a holandesa'', admitiu Danielle Zangrando.
Carlos Honorato está em uma situação diferente: não disputou o Pan, mas voltou para a equipe brasileira no Mundial. ''Enquanto o pessoal competia no Rio, eu fiquei treinando. Depois todo mundo precisava de uns dias de folga e eu não'', explicou o judoca dos médios.
No Pan, com a ausência de Carlos Honorato (fora de forma na época), o representante do Brasil nos médios foi Tiago Camilo, que no Mundial competirá na meio-médio - categoria que teve Flávio Canto no Pan, mas o judoca teve uma contusão séria no cotovelo e não estará no Mundial.
Mudança - Denílson Lourenço, que tinha sido convocado para o lugar de Alexandre Lee no Mundial de Judô, estava 5% acima do peso corporal da categoria ligeiro (até 60kg) e não foi aceito na seleção brasileira. Não há tempo para entrar em forma. Assim, o substituto de Alexandre Lee, que está machucado, será Breno Alves, titular da equipe sub-23 do Brasil e que está dentro dos parâmetros de peso definidos pela comissão técnica da seleção brasileira.

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