Judocas apostam no pior para aliviar a pressão
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terça-feira, 11 de setembro de 2007
Agência Estado 
Rio - A técnica Rosicléia Campos e as sete atletas que vão representar o Brasil no 25º Campeonato Mundial de Judô, de amanhã a domingo, no Rio, encontraram uma forma para aliviar a tensão pela espera do sorteio das chaves e ganhar mais confiança para os difíceis duelos que terão pela frente. ''Eu me reúno com as meninas e programamos a pior das sequências de lutas. A campeã olímpica primeiro, depois a campeã mundial... Na hora do sorteio, o que vier pela frente nunca será mais complicado'', afirmou Rosicléia.
A peso leve (57 quilos) Danielle Zangrando, uma das mais experientes do grupo, gosta do método. ''Sempre penso no pior, então o que vem pela frente se torna mais fácil'', disse a judoca, de 28 anos, medalha de bronze no Mundial de 1995. ''Eu tinha 16 anos. Tinha uma irresponsabilidade, que me ajudou. Não conhecia ninguém e também não queria conhecer. Enfrentei a melhor do mundo da mesma forma que encarei uma iniciante.'' Agora, diz, esse método já não funciona. ''Sou conhecida e todo mundo sabe do meu judô. Por isso, também preciso estudar as outras adversárias'', disse a judoca, que pretende abandonar as competições após a Olimpíada de Pequim. ''Este período de competição é maravilhoso, mas o dia-a-dia do judô cansa e dói muito'', afirmou a medalha de ouro no Pan do Rio.
Danielle sobe no tatame da Arena Olímpica no sábado, juntamente com a meio-leve Érika Miranda, o meio-leve Leandro Guilheiro e o leve João Derly, único judoca brasileiro medalhista de ouro em Mundiais. ''É bom lutar junto com todos estas feras, pois saio um pouco do foco'', brincou a judoca paulista, que terá 49 adversárias em sua chave.
Priscila Marques, João Gabriel Schlitter, Edinanci Silva e Luciano Corrêa lutam amanhã. Na sexta, entram em ação Danielli Yuri, Mayra Aguiar, Tiago Camilo e Carlos Honorato. Domingo, fecham a competição Daniela Polzin, Priscila Marques (luta no pesado e absoluto), Breno Alves e Daniel Hernandes.
Depois de uma semana de treinamento no Complexo do Ibirapuera, o time brasileiro está no Rio, onde fez ontem o reconhecimento da área de luta na Arena Olímpica. São 408 placas de tatame nas quatro áreas de luta e mais 800 nos 12 locais de aquecimento.


