Judoca também venceu o racismo
A derrota na primeira luta em Londres-12 doeu. Mas foram ofensas racistas após o fracasso que quase tiraram Rafaela Silva do judô. Após perder para a húngara Hedvig Karakas na primeira luta da competição, Rafaela buscou apoio na torcida pela internet. Encontrou ofensas raciais.
"Parece que é besteira para os outros, mas ela quase parou. Fez o maior esforço para representar o país. Quando vai entrar na internet para ver se tem algum apoio, só vê gente chamando de macaca. Ficou desanimada", disse o pai da judoca, Luiz Carlos do Rosário Silva, 50.
Ela respondeu, discutiu com torcedores e acabou sendo advertida pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB), que também criticou as ofensas raciais.
A Confederação Brasileira de Judô (CBJ) teve de fazer uma espécie de operação, com apoio de Bernardes e psicólogos, para recuperar a atleta. O reerguimento não poderia ter sido melhor. Ela se tornou a primeira brasileira campeã mundial, no Rio, em 2013.
Após a conquista, ela teve um ciclo olímpico instável. Ficou em 5º lugar no Mundial seguinte e não participou dos demais. (Folhapress)





