São Paulo - Inconformado com sua eliminação na seletiva que definiu os representantes do judô brasileiro em Atenas, no domingo passado, o meio-médio do São Caetano Tiago Camilo recorreu ontem ao Supremo Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) pedindo a anulação de sua derrota para Flávio Canto.
Camilo vencia a luta decisiva por um yuko (a segunda menor pontuação do judô), quando foi punido por falta de combatividade a dois segundos do fim da luta.
''A arbitragem estava premeditada para prejudicar o Tiago. Foi uma clara retaliação ao fato de seu irmão, Luiz Camilo, ter obtido na Justiça comum uma liminar adiando a seletiva no peso leve'', disse Mario Tsutsui, coordenador de judô do São Caetano.
Informado do recurso de Camilo, Flávio Canto se limitou a declarar que já perdeu ''algumas vezes'' por punições nos segundos finais de suas lutas.
Já Luiz Camilo, que conseguiu uma liminar para só lutar depois de 20 de abril, teme que a ação de seu irmão na Justiça Desportiva o prejudique na tentativa de obter a vaga na classe até 73 kg.
''Minha chance de ir a Atenas é vencer por ippon, para não deixar margem para a arbitragem me prejudicar. Notei que a Olimpíada é uma grande oportunidade para dirigentes que se dizem brasileiros, mas na verdade são cariocas, levarem quem eles quiserem para fazer turismo'', disse o campeão do Pan de Santo Domingo.
Além de Flávio Canto, já têm vaga olímpica confirmada os seguintes judocas: Danielle Zangrando (leve), Henrique Guimarães (meio-leve), Flávio Canto (meio-médio), Vânia Ishii (meio-médio), Carlos Honorato (médio), Mário Sabino (meio-pesado) Edinanci Silva (meio-pesado) e Daniel Hernandes (pesado).

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