Agência Estado
De Winnipeg, Canadá
Vânia Ishii passou a noite de quinta-feira em claro. ‘‘Não consegui dormir de tanta alegria’’, explicou a atleta, única judoca brasileira a conquistar a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos. A primeira coisa que fez depois da vitória foi ligar para sua casa, em São Paulo. O telefonema acordou o pai, Chiaki Ishii, que, com um bronze em 1972, foi o primeiro medalhista olímpico da história do judô do Brasil.
‘‘Falamos um pouco, ele me disse parabéns pela conquista e depois desligou o telefone’’, contou a judoca, acostumada com o jeito comedido do pai. ‘‘Ele é bem japonês: não costuma demonstrar muito as emoções, mas sei que ficou contente.’’ Segundo ela, Chiaki é o tipico pai oriental. ‘‘Se eu ganho por ippon, ele diz: mas olha como você segurou esta manga!’’, lembrou. ‘‘Está sempre achando que eu posso melhorar.’’ Além da medalha, Vânia também comemorou bastante a vaga conquistada para o Campeonato Mundial, que será disputado em Birmingham, na Inglaterra, no mês de outubro. A judoca, da categoria menos de 63 quilos, ganhou por pontos da norte-americana Celita Schultz por wazari. O bronze ficou com a dominicana Vargas Reyes e a cubana Rodrigues Ocaña.
A alegria de Vânia contrastou com a decepção de Flávio Canto, medalha de prata na categoria menos de 81 quilos. Na final, ele perdeu por koka para o cubano Gabriel Arteaga Risquet.

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