A meio-médio Vânia Ishii, de 27 anos, está espantando o azar com a sabedoria oriental. Uma lombalgia a impede de viajar hoje com a seleção brasileira para Sant’ Elpinio, na Itália, onde as judocas disputarão no fim de semana o Torneio Tre Torri, preparatório para o Mundial de Munique, na Alemanha, de 26 a 29 de julho. Nem a perda da única oportunidade de se preparar para o Mundial e muito menos o retrospecto desfavorável nas três vezes em que participou da competição, fazem com que Ishii perca a confiança e o bom-humor. ‘‘No Japão tem um ditado assim: o que acontece duas vezes, sempre acontecerá a terceira. Então, a minha cota em mundiais já acabou’’, brinca.
Em 1995, na Coréia do Sul, Vânia machucou o joelho direito e teve de operá-lo. Na França, em 1997, perdeu na segunda rodada. E em 1999, na Inglaterra, caiu na primeira luta. ‘‘Não gosto nem de fazer a retrospectiva. Vou encarar como se fosse meu primeiro Mundial.’’ A judoca explica que está em fase ‘‘zen’’. ‘‘Antes era nervosinha, tipo pitbull.’’ Conta que hoje respeita o corpo e seus limites.

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