Judoca brasileiro leva prata em decisão polêmica de árbitros
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quinta-feira, 19 de julho de 2007
Agência Estado 
Rio - O judô brasileiro começou ontem a luta para quebrar o recorde de 10 medalhas conquistadas em uma só edição de Pan-Americano, registrada em Santo Domingo, em 2003. E por pouco o novato da equipe não trouxe o primeiro ouro: João Gabriel Schlitter, 22 anos, estreante em Pans, foi derrotado pelo cubano Oscar Brayson por decisão dos árbitros na categoria pesados.
A luta foi parelha e terminou sem pontuação, nem mesmo no golden score. Dois dos três juízes deram a vitória a Brayson - um deles o cubano naturalizado norte-americano Hector Esteves. Sua escalação, inclusive, gerou queixa por parte do coordenador técnico internacional da Confederação Brasileira de Judô, Ney Wilson.
Contrariado, Schlitter considerou sua derrota injusta e também reclamou da presença de Esteves. Apesar de se dizer feliz com a prata logo em seu primeiro Pan, não sorriu uma única vez na entrevista coletiva. ''É um grande feito, mas não foi o que eu vim buscar.''
No entanto, o próprio técnico do brasileiro, Luiz Shinohara, aceitou o resultado. ''A luta foi muito igual. O João foi melhor no tempo normal, mas faltou iniciativa no golden score. Decisão com Cuba é sempre desse jeito, a gente não sabe para onde vai'', conformou-se o treinador.
Bronze - Quatro meses antes do Pan, Priscila Marques não tinha a menor condição de conquistar um bom resultado no Rio. A judoca mal tinha se recuperado de uma cirurgia no joelho esquerdo quando lesionou o direito durante um treinamento. Deprimida, abusou na alimentação e chegou a pesar 120 quilos, 10 acima do ideal para sua melhor forma. Ontem, porém, foi dia de comemorar a vitória diante de tantas dificuldades: ela conquistou o bronze na categoria pesado, repetindo o feito dos Jogos de Winnipeg, em 1999 - mesmo estando ainda com quatro quilos acima do peso.


