São Paulo, 09 (AE) - A reunião realizada segunda-feira com o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman e o presidente da Confederação Brasileira de Judô (CBJ), Joaquim Mamede Júnior, deixou os judocas brasileiros mais motivados para a preparação para os Jogos Olímpicos de Sydney. Os integrantes do Comitê de Moralização do Judô (CMJ) comemoraram o fato de o projeto apresentado pelo grupo ter sido quase totalmente adotado pelo COB.
"Só não houve aceitação de todos os pontos por falta de recursos financeiros", disse o técnico e ex-judoca Walter Carmona. Segundo ele, o resultado da reunião significou uma conquista do CMJ. Carmona ressaltou a atitude inovadora do presidente do COB na questão do judô. "O Nuzman quebrou a tradição de não interferir nas confederações porque entendeu a urgência da situação e teve coragem de agir em uma circunstância politicamente delicada para ele."
Para o judoca Aurélio Miguel, o planejamento apresentado pelo COB pode ser considerado satisfatório. "Mas ainda podemos aperfeiçoar algumas coisas." Segundo ele, seria melhor se o Brasil pudesse levar para o exterior mais de dois judocas por categoria, pois isso contribuiria para melhorar o nível dos atletas em geral.
Carmona também tem mais sugestões. "Além da preparação no Japão e da disputa das etapas do circuito europeu, gostaria que trouxessem equipes de fora, Cuba ou Japão, para treinar com o grupo na fase final de preparação." Para ele, agora é a vez de os atletas fazerem sua parte e treinar."
Para Aurélio, a "intervenção branca" realizada pelo COB é "bem-vinda", mas a luta do CMJ vai continuar. "Realizamos uma reunião para resolver o problema da preparação brasileira para os Jogos de Sydney, o que não quer dizer que fizemos as pazes com a CBJ." A judoca Vânia Ishii disse que a definição das seletivas e da preparação para a Olimpíada está motivando seu trabalho. "Mas minha preocupação é como vão ser as coisas depois da Olimpíada; nosso trabalho precisa de condições para ter continuidade."

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