Judô revê critério de classificação
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quarta-feira, 11 de março de 2009
Agência Estado 
São Paulo - A crise econômica mundial chegou ao judô, provocando influência direta na classificação dos judocas para a Olimpíada de 2012, em Londres. A Federação Internacional (FIJ) comunicou ontem que o ranking dos atletas para a próxima edição dos Jogos levará em conta os resultados obtidos entre 1º de maio de 2010 e 30 de abril de 2012 - ou seja, não mais a partir de 1º de janeiro de 2009, como estava previsto anteriormente.
Recentemente o Comitê Executivo da FIJ precisou rever os fatores externos que afetam o cenário global do esporte. É evidente que a crise mundial afeta e continuará afetando o apoio fundamental de empresas públicas e privadas ao esporte, e o judô não é exceção. Esse desdobramento não pôde ser previsto quando o novo sistema de qualificação olímpica foi apresentado, disse a entidade, em nota oficial.
O efeito imediato dessa mudança nas datas da classificação olímpica é a reformulação do calendário de competições feito pela Confederação Brasileira de Judô (CBJ). Afinal, a regra já tinha sido alterada no final do ano passado, com a definição das vagas por atletas, e não mais por países, e com a criação do ranking de quatro anos para apontar os classificados. E agora, depois de tão pouco tempo, sofre uma modificação.
Os investimentos para a classificação durante quatro anos seriam altíssimos e foi uma atitude prudente da FIJ, explicou o presidente da CBJ, Paulo Wanderley Teixeira. Assim como todos os países, fomos pegos de surpresa com esta alteração. Vamos estudar a melhor maneira para definir a equipe que representará o Brasil em Londres, concluiu o coordenador da seleção brasileira, Ney Wilson.


