São Paulo - A vitória da Geórgia na disputa masculina do Campeonato Mundial de Judô por equipes, há cerca de 15 dias, está fazendo a comissão técnica da seleção brasileira, e de outros países, repensar a preparação de seus atletas para competições internacionais. No caso do Brasil, que ficou em sétimo lugar naquele torneio, a idéia é intensificar o intercâmbio entre atletas do país e os do Leste Europeu.
''Antes do Mundial já havíamos identificado a necessidade de treinar com judocas daquela região e chegamos a fazer intercâmbio com a Bielo-Rússia'', conta o técnico da equipe brasileira Ney Wilson. Segundo ele, a vitória da Geórgia na competição não é motivo suficiente para uma revolução no judô nacional. ''Perdemos da Rússia, que foi vice-campeã, na primeira fase, mas por detalhes. Acho que apenas precisamos nos acostumar a enfrentar atletas do Leste Europeu, que adotam um estilo bem específico e não fazem muito intercâmbio.''
Ney Wilson explica que o judô daquela região valoriza bastante a catada de pernas (quando o judoca agarra as pernas do adversário) e sofre influência do sambo e do kurash, lutas populares no Leste Europeu.
Segundo o treinador da seleção, esse estilo cria dificuldades para os brasileiros, atletas técnicos que precisam pegar o quimono para aplicar seus melhores golpes.

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