Judô muda regras para fisgar o público
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terça-feira, 05 de maio de 2009
Agência Estado 
São Paulo - A Federação Internacional de Judô (FIJ) quer evitar que as lutas caminhem para o golden score (uma espécie de prorrogação em que o vencedor é o atleta que encaixar o primeiro golpe), com monótonas disputas arrastadas pelo tatame, sem atrativo para o público. E principalmente para as transmissões
televisivas.
Por isso, criou-se essa restrição ao golpe nas pernas do adversário, chamado kata-guruma - não se pode mais abraçar as calças do kimono do adversário. Não parou por aí. O koka, menor pontuação da luta, foi extinto. O yuko assumiu seu posto. O atleta só perde pontos se for punido duas vezes por falta de combatividade.
A zona de perigo, aquela borda do tatame, não precisa mais estar demarcada. O judoca pode aplicar golpes mesmo com o pé fora da área de combate. Até o golden score mudou. Perdeu 120 segundos e tem duração de apenas três minutos.
O judô está sendo praticado por atletas influenciados por outras estilos, como luta greco-romana e jiu-jítsu. A FIJ quer retomar as origens da categoria, que é o combate em pé, com jogo de pernas, disse o árbitro Edison Minakawa. O judô prima por projetar o adversário. Muitos atletas vão ter de voltar no tempo e reinventar suas técnicas.
Luciano Corrêa, brasiliense campeão mundial em 2007 no Rio de Janeiro, também é um adepto do kata-guruma. Durante o pan sênior na Argentina, em março, foi frequentemente advertido pelos árbitros. Na categoria até 100 quilos, terminou em terceiro, ao ser derrotado por seu maior rival, o cubano Oreidis Despaine, mas foi campeão no absoluto, que não contou com a participação de Despaine. Com as novas regras, a luta ficou muito mais objetiva. Para o meu estilo de luta, não representa dificuldades, garantiu o brasileiro.


