Judô japonês é maior ameaça a brasileiros
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segunda-feira, 09 de julho de 2012
Agência Estado 
São Paulo - País onde foi criado o judô e onde o esporte se desenvolveu até ganhar o mundo, o Japão sempre foi o rival a ser batido em qualquer grande competição. Na Olimpíada de Londres, não será diferente. E o Brasil, que almeja voltar a subir ao lugar mais alto do pódio após 20 anos, sabe que terá enorme trabalho principalmente com as japonesas.
''Não tenho nenhuma dúvida de que as japonesas são uma ameaça maior do que os japoneses. O ranking olímpico masculino tem sete líderes de países diferentes, o que mostra um equilíbrio muito grande. Já no feminino, em cinco das sete categorias a primeira colocada é japonesa'', afirma o coordenador técnico da seleção brasileira de judô, Ney Wilson.
Nas duas últimas edições da Olimpíada, o Japão conquistou um total de 17 medalhas no judô, sendo 12 de ouro. Só no Mundial de Paris, no ano passado, foram outras 17, sendo cinco douradas. Nas três categorias mais leves entre as mulheres, três de ouro e duas de prata (no Mundial podem lutar dois atletas por país em cada categoria. Na Olimpíada, só um).
''Principalmente nas categorias mais baixas, as japonesas são muito fortes, competitivas e frias, o que faz com que tenham resultados bons em Olimpíada. Elas não se deixam envolver pela atmosfera'', comenta a técnica da seleção feminina do Brasil, Rosicléia Campos.
Mas para Luiz Shinohara, técnico da seleção masculina, nos últimos anos a diferença entre o judô praticado no Brasil e no Japão se reduziu bastante. E também os brasileiros perderam o medo de lutar contra os japoneses, que antes sempre entravam como favoritos nos combates. ''Atualmente, vamos todos os anos para o Japão realizar treinos, e, assim, a preocupação diminuiu muito. Hoje, em muitas categorias, são os japoneses que se preocupam com os brasileiros'', afirmou Shinohara.
Apesar de conquistar medalha nas últimas sete edições da Olimpíada, o judô brasileiro não ganha um ouro desde 1992, nos Jogos de Barcelona, quando Rogério Sampaio foi campeão. Há quatro anos, por exemplo, o Brasil subiu três vezes ao pódio em Pequim, mas foram três de bronze. Agora, em Londres, o objetivo é voltar a ter o título olímpico.


