Judô ganha uma nova chapa
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domingo, 04 de fevereiro de 2001
Agência Estado De São Paulo 
Uma terceira via, que nem é a oposição, de Paulo Wanderley, e muito menos a situação, de Joaquim Mamede Júnior. É a chapa Conciliação Nacional que confirmou na sexta-feira, por meio do candidato à presidência, Luiz Carlos Novi, a inscrição, por correio, para as eleições da Confederação Brasileira de Judô (CBJ), no dia 16 de março. Novi é diretor de Judô da Confederação Brasileira dos Desportos Universitários (CBDU) e tem uma vantagem: encabeça o grupo que obteve a simpatia dos atletas.
É o único que apresentou um projeto para o judô brasileiro, que deseja a renovação e a conciliação. Sempre tivemos simpatia pelo trabalho dele no judô universitário, afirmou o campeão olímpico Aurélio Miguel.
Mas Novi, que apresentou a candidatura por carta jurídica, precisa da oficialização da chapa, o que espera conseguir na segunda ou terça-feira, para então ir atrás dos votos, principalmente os das federações do Sul do País. Novi afirmou que já tem o apoio de oito dirigentes, especialmente do Norte e Nordeste. Quero ser uma opção para o judô nacional, embora saiba que entrei em uma briga de leões.
Até a data da eleição, certamente, serão arquitetadas muitas manobras políticas, com troca-troca de aliados nas chapas da situação, oposição e, agora, da terceira via, a Conciliação.
Tanto a oposição quanto a terceira via criticaram a ação da CBJ no sentido de nomear um interventor para a Federação Maranhense, Marcos Antônio Reis Madeira, genro de Mamede pai e cunhado de Mamede filho. Que moral a CBJ tem para intervir em uma Federação que está sob processo de julgamento?, questiona Francisco Carvalho Filho, da oposição, de São Paulo. Todos acham que a intervenção será derrubada na Justiça e o Maranhão, que é contra a situação, de Mamede, terá direito a voto.


