Judô brasileiro busca equilíbrio psicológico
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quarta-feira, 25 de julho de 2012
Wilson Baldini Jr. <br> Agência Estado 
Londres - O judô brasileiro sonha com sete medalhas nos Jogos Olímpicos de Londres. E neste momento de reta final de preparação para a disputa o primeiro adversário dos 14 atletas (7 homens e 7 mulheres) que vão representar o Brasil é encontrar o equilíbrio psicológico. O time brasileiro está em Sheffield, duas horas de trem de Londres, em um hotel afastado da cidade, repleto de tranquilidade e área verde. ''Aqui encontramos o lugar perfeito para que todos os judocas possam se concentrar totalmente no treino'', afirmou Ney Wilson, chefe da delegação brasileira.
O meio-médio (até 81 quilos) Leandro Guilheiro, um dos favoritos à conquista da medalha de ouro, revelou que a preocupação maior nos últimos dias é buscar a maior aproximação possível da perfeição nos golpes. ''Judô não é ginástica, que se pode criar algo novo. É preciso mentalizar os golpes preferidos e corrigir qualquer detalhe que esteja impedindo a aplicação correta'', disse o judoca, de 29 anos.
Outro que chega como um dos grandes candidatos à medalha é o médio (até 90 quilos) Tiago Camilo. A exemplo de Leandro, a sua preocupação está em ''mentalizar'' os golpes. ''Todos os judocas que estão aqui podem ganhar o ouro. Vai ser campeão olímpico aquele que no dia estiver melhor concentrado e conseguir aplicar os golpes de forma mais natural.''
O esforço psicológico a que se refere Tiago foi o treinamento de resistência a que todos os judocas brasileiros foram submetidos nos últimos meses. ''O Campeonato Mundial é mais complexo que a Olimpíada, mas o glamour dos Jogos Olímpicos tornam a competição muito mais difícil e disputada'', afirmou Tiago, medalha de prata em Sydney/2000 e bronze em Pequim/2008.
Leandro Guilheiro contou como eles foram treinados a enfrentar os momentos de pressão que terão pela frente. ''Basicamente, é forçar o atleta a atacar até o fim da luta, mesmo que você esteja sentindo todas as dores do mundo ou um cansaço absurdo'', disse o medalhista de bronze em Atenas/2004 e Pequim/2008.



