Jucilei faz jus a apelido dado por Mano
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segunda-feira, 05 de abril de 2010
Marcel Rizzo<br> Agência Estado 
São Paulo - Outro dia Mano Menezes definiu Jucilei como ''um monstro''. Pode parecer exagero do treinador, que gosta de manter o ego de seus atletas lá em cima. Mas não é. Hoje, dentro do clube, não há quem duvide da qualidade do volante que no domingo tirou o Corinthians do sufoco no jogo contra o Ituano, em Rio Preto.
Sim, porque se a cabeça do jogador não aparecesse ali no meio da área, faltando 15 minutos para o final da partida, o Corinthians não teria furado a retranca rival e agora não estaria ainda com chances de chegar às semifinais - depende de empate ou derrota do São Paulo contra o Santo André, ou derrota do Prudente para o São Caetano.
Jucilei chegou do J. Malucelli, hoje transformado em filial corintiana no Paraná, para compor elenco. Tinha potencial, mas na visão de Mano era um ''peladeiro''. Como se define um peladeiro? Jogador que não guarda posição. Atua de volante, mas de repente está lá, no meio da área, tentando fazer um golzinho.
Jucilei não é mais ''peladeiro''. É o monstro a que Mano Menezes se referiu depois do clássico contra o São Paulo, quando no mesmo lance, com poucos metros de distância, deu um drible da vaca (aquele em que se joga a bola para um lado e sai pelo outro) e uma ''caneta'' (por debaixo das pernas mesmo) de Cléber Santana. Se virar um jogador decisivo, então, Mano vai ter de achar outro adjetivo para defini-lo. Monstro pode ser pouco. ''Estou à vontade no Corinthians. Parece que jogo aqui faz um tempão'', diz o Monstro, quer dizer, Jucilei.
O banco BMG contratou o meia Paulinho, do Bragantino, e vai colocar o jogador de 21 anos no Corinthians. O acordo é nos moldes da chegada de Moacir. O clube paga salário e, em caso de venda no futuro, fica com 20% do lucro da empresa.
O presidente Andrés Sanchez confirmou também que o Espanyol, da Espanha, tem interesse em Elias, mas que o volante não sai até o final da Libertadores.


