Juca Bala se prepara para o Rali dos Sertões
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sábado, 06 de junho de 2009
Jaime Kaster<br>Equipe da Folha 
Londrina - Aos 43 anos, o piloto paulista de rali e motocross Juca Bala julga estar no auge de sua forma física e técnica. E aposta no título em sua categoria no Rali Internacional dos Sertões, o segundo mais extenso e importante do mundo, que iniciará no próximo dia 26. Juca Bala, ou Joaquim Gouveia Rodrigues, que mora em São Roque (SP), aposta na experiência de 20 anos em ralis para superar os pilotos mais novos no Sertões.
Na última sexta-feira, ele falou com exclusividade à FOLHA sobre sua fase atual e a expectativa de correr pela 16 vez o Sertões - só ficou fora da 10 edição, em 2002. ''Não vou parar tão cedo, porque me sinto no auge aos 43. Tenho muita lenha para queimar ainda e enquanto estiver dando trabalho para a molecada nas trilhas, vou seguir em frente'', garantiu.
Com a experiência de quem conhece as trilhas e sabe pilotar em dunas - já foi duas vezes campeão do rali, em 1993, na primeira edição, e em 1996 -, Juca afirmou que na prova deste ano, que terá 5.036 km, favorecerá as motos consideradas pequenas, de 450cc, mais ágeis na areia.
Historicamente, as motos maiores, como a lendária Yamaha XT 600 Teneré, levavam vantagem nos ralis de longa duração, como são os casos do Dacar (com média de 10 mil km) e do Sertões. ''Mas a tendência nos últimos anos, inclusive no Dacar, que exige muito das motos, tem sido a utilização de cilindrada cada vez menor. Elas são mais leves e por isso permitem uma retomada de velocidade mais rápida e levam vantagem nas freadas em relação às maiores'', observou Juca Bala.
O tamanho das motos tem diminuído a cada ano e neste Sertões, segundo ele, as maiores serão as KTM 530cc. A montadora austríaca produz, segundo Juca, as melhores motos para rali na atualidade. ''Elas são imbatíveis nos desertos'', recomendou. Tanto que ele próprio correrá o Sertões com uma KTM 450cc. ''Quase todas as equipes, inclusive Honda e Yamaha, vão correr de 450cc, seguindo essa tendência'', comentou.
No ano passado, sua moto incendiou logo no km 80 da primeira etapa (vazou gasolina do tanque) e ele foi obrigado a abandonar. Em 2000, quando disputava o seu primeiro Dacar, topou com uma vaca no meio da trilha e foi arremessado muito longe devido à alta velocidade em que vinha. Com isso, ficou parado quase meio ano, mas no ano seguinte veio o prêmio pela persistência: o título geral do Dacar na categoria Super Production 400cc Motos.


