Juca Bala cai e Azevedo assume a ponta
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sábado, 06 de janeiro de 2001
Da Redação 
O piloto Juca Bala, da equipe BR Lubrax, perdeu a liderança da categoria Super Production para motos de até 400 cilindradas do rali Paris-Dakar, depois de sofrer uma queda na etapa especial de ontem entre Er-Rachidia e Ouarzazate, no Marrocos, com 572 quilômetros, sendo 333 cronometrados. Jean Azevedo, seu companheiro de equipe, assumiu a liderança da categoria. Os dois correm com motos Honda Falcon Rally.
A minha sorte é que eu estava devagar, a aproximadamente 30 quilômetros por hora. Não aconteceu nada comigo, mas perdi muito tempo porque a moto não pegava depois, lamentou Juca Bala. No momento da queda, o sistema de combustível da moto estava sendo trocado para outro tanque, já que o primeiro não tinha mais combustível. Precisei assoprar o tanque para a gasolina chegar ao motor.
A Honda Falcon Rally de Juca Bala não teve danos, a não ser no reservatório de água potável instalado debaixo do motor, que ficou furado. Bati numa pedra. O dano não é grave e coloquei massa no lugar para fechar o vazamento.
Mesmo com o tombo, Juca conseguiu fazer um bom tempo e garantir a vice-liderança da categoria de até 400 cilindradas. Ele está só oito minutos atrás de Jean Azevedo. Na classificação geral do trecho de hoje, entre todas as 117 motos que ainda continuam na prova, Jean ficou em 32º lugar e Juca cinco posições atrás. O chileno Carlo De Gavardo, de KTM, foi o destaque do dia e venceu a etapa na geral.
Plantação de pedras Na categoria Carros, Klever Kolberg venceu mais uma etapa na T2 com seu Mitsubishi Pajero Full, para carros com motores à diesel, e segue líder isolado da categoria, com quase 30 minutos de vantagem para o segundo colocado, o alemão Sven Quandt, também com um Mitsubishi. Na categoria geral dos carros, o campeão da etapa foi o espanhol José Maria Servia, com um buggy Schlesser.
O trecho de ontem preparou várias surpresas para os competidores: as primeiras dunas do rali Paris-Dakar 2001. Muitos ficaram encalhados, inclusive o brasileiro Klever Kolberg. Estávamos usando um pneu que não pode rodar com baixa pressão, o ideal para dunas e areias, e perdemos cerca de cinco minutos para tirar o carro, contou o piloto brasileiro, que ficou em 18º na etapa e aparece em 15º na geral.
Depois de ficar preso nas dunas, Klever teve um pneu de seu Mitsubishi Pajero Full furado. Perdemos mais tempo para trocar o pneu. Mas numa região cheia de pedras e buracos, como no Marrocos, furar o pneu só uma vez ainda é lucro, falou Kolberg. O brasileiro contou que a etapa de ontem teve muitos buracos, erosões e saltos. Sem contar as pedras. Parecia que havia um plantação delas.
Já Reinaldo Varella e Alberto Fadigatti concluíram a prova em 39º lugar e, no geral, estão na 33º. Cacá Clauset e Jorge Nieckele (Mitsubishi) terminaram o percurso em 88º e estão em 90º entre os pilotos.
Na categoria Caminhões, André Azevedo, da equipe BR Lubrax, fez o terceiro melhor tempo ontem com seu Tatra, mantendo a mesma posição na classificação geral. André ficou atrás de dois Kamaz, fabricados na Rússia.
Hoje, serão disputados 608 quilômetros, sendo 305 de trecho especial, entre Ouarzazate e Goulimine, no Marrocos.


