A CPI do Futebol terá de esperar a votação do mérito da liminar concedida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) à Associação Brasileira de Agentes de Futebol (ABAF) para ter acesso às informações fiscais e a movimentação financeira do empresário Juan Figger e de suas empresas. Durante depoimento ontem, na CPI, Figger negou-se a quebrar espontaneamente os sigilos bancário, telefônico e fiscal pessoal e de suas empresas. No entanto, após ser pressionado pelo relator da comissão, senador Geraldo Althoff (PFL-SC), garantiu que dará uma resposta sobre a questão depois de consultar seu advogado, Márcio Thomaz Bastos.
No depoimento de Figger, os senadores se detiveram na ‘‘Triangulação Uruguaia’’ como é chamado o esquema que envolve clubes brasileiros, entre eles o Atlético Paranaense e os uruguaios Rentistas e Central Espanhol. ‘‘Está ocorrendo a prática da sonegação fiscal e de evasão de divisa’’, denunciou Álvaro Dias (PSDB-PR), presidente da comissão.

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