Depois de alcançar o topo do ranking nacional, o golfista londrinense João Paulo Albuquerque agora trabalha com outra meta bastante ambiciosa: entrar para o glamoroso circuito europeu. JP está entre os mais de mil golfistas do mundo inteiro que disputarão no final deste mês, na França, a primeira das três fases classificatórias do Tour Europeu de Golfe.
Será o desafio mais importante da carreira do jovem londrinense, que entrou para o circuito profissional no início deste ano e já mostrou que chegou para ficar. No mês passado, Albuquerque faturou o título da segunda etapa do CBG Pro Tour, torneio nacional organizado pela Confederação Brasileira de Golfe e que conta com a participação dos melhores jogadores do País.
Apesar do pouco tempo como golfista profissional, JP Albuquerque, de 24 anos, garante estar preparado para brigar por um lugar entre os melhores do mundo. ''Quando eu entrei para o circuito profissional, sabia que tinha condições de vencer. Já disputei torneios em que estavam jogadores bem ranqueados até no ranking mundial e isso me acrescentou muito. Estou preparado para ir lá e jogar bem'', argumentou o jovem golfista.
O 'qualifying' do Tour Europeu terá ao todo três fases. Se conseguir passar pela primeira, o londrinense volta para o Velho Continente em dezembro para disputar a segunda e terceira fases. Garantindo uma das 25 vagas no classificatório, Albuquerque terá direito a disputar, em 2012, os mais de 40 torneios que compõem o Tour do Velho Continente.
Mas antes de viajar para a Europa, o golfista tem mais um compromisso importante no Brasil: a terceira etapa do CBG Pro Tour, que será realizada entre os dias 15 e 18 deste mês, em Búzios (RJ). JP precisa precisa conquistar um bom resultado na etapa carioca para manter a dianteira do ranking nacional. ''Além disso, preciso jogar bem no Rio para manter o ritmo para o classificatório da França e o Aberto do Brasil'', destacou, citando também o tradicional campeonato brasileiro, que acontece entre os dias 6 e 9 de outubro, em Cotia (SP).
Pela primeira vez em quase seis décadas de existência, o Aberto do Brasil valerá pontos para o ranking mundial. Por conta disso, golfistas brasileiros e estrangeiros passaram a valorizar mais o torneio, inclusive o líder do ranking nacional. ''É uma forma de pontuar no ranking mundial sem sair do País'', ressaltou JP.
Além da alta premiação - serão distribuídos R$ 250 mil em prêmios, uma das maiores bolsas do continente - os pontos no ranking mundial serão importantes para os golfistas que sonham disputar as Olimpíadas, já que a convocação para o maior evento esportivo será feita com base na lista dos melhores golfistas do mundo. Em 2009, o Comitê Olímpico Internacional incluiu o golfe na lista de esportes olímpicos, mas a modalidade só será disputada pela primeira vez no Rio de Janeiro, em 2016.

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