''Um levante contra uso de anabolizantes, entre outras atitudes antidesportivas, deve ser a tônica deste evento''. Com esta frase extraída da redação de Dalton Guilherme Correa, estudante da região distrital de Londrina, que foi escolhida a segunda melhor num concurso do Conselho Olímpico Internacional (COI), que reuniu textos do mundo todo, o prefeito Barbosa Neto abriu as Olimpíadas Escolares 2009, na tarde de ontem, no Ginásio de Esportes Moringão.
Na sequência, o ponto alto da cerimônia foi a hora de acender a pira olímpica, que reuniu atletas de várias gerações, como Gustavo Borges, Hugo Hoyama, Jayne Borin e Natália Falavigna, esta última, encarregada de dar a volta olímpica empunhando a tocha antes colocar fogo na pira. Também houve a presença de atores globais, como Daniel Dalcin e Bianca Binn, e de autoridades do esporte como Edgar Hubner, diretor geral da Olimpíadas, e Paulo Roberto de Oliveira, presidente da Fundação de Esportes de Londrina.
Na platéia, estudantes de escolas municipais, estaduais e particulares da região, além dos representantes de 26 estados que estarão disputando medalhas até o final da próxima semana. Dentre eles, estava Gabriel Junqueira, aluno do 2º Colegial do Colégio Marista, de Palmas, no Tocantins. Com 16 anos, sonha em ser goleiro da seleção brasileira, mas carece de referências, pois o estado onde reside é novo e não possui um cenário esportivo. ''Já tive outras oportunidades. É gratificante. A troca de informações serve para melhorar o nível de jogo'', analisou Gabriel, que dentre os ídolos cita o goleiro do Fritz, da Alemanha.
Como não existe a possibilidade de assistir a jogos da Liga Nacional de Handebol, ele estava apreensivo, pois mesmo sendo fã nunca presenciou uma partida profissional ao vivo. ''Tanto o pessoal da delegação no Tocantins, quanto os meninos das outras equipes com os quais fiz amizade, estão muito ansiosos para ver um jogo deste nível'', definiu o jovem atleta, que ontem acompanhou o duelo entre Unopar e São Caetano, após a cerimônia de abertura.
Na opinião de André Tavares, coordenador da delegação de Natal, o fato da Unopar/FEL/Sercomtel ser uma equipe de alto nível faz da cidade a capital paranaense do handebol. ''Para os garotos do nosso estado é uma oportunidade única, tanto na formação do homem quanto do atletas'', analisou, ressaltando que é a quarta vez que participam das Olimpíadas Escolares.

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